quarta-feira, 20 de junho de 2012

Prof. Cristovão - Relato sobre a troca de seu iPad2

Lá se vão quase 3 meses desde que troquei meu iPad 2 pelo o novo iPad. Satisfeito? Muito... Mais do que se ainda estivesse com o 2? Certamente, pois o custo da troca foi irrisório (consegui um bom valor na revenda).

O Professor Cristovão Pereira, mentor deste meu Blog (na verdade, meu mentor) escreveu recentemente um post falando sobre sua experiência na troca.
Se você está em dúvida, vale a leitura...

Comparando Novo iPad com iPad2: vale a pena comprar nos USA?

Hoje em dia, dou aulas utilizando somente o iPad. Portanto, o iPad tornou-se um instrumento de trabalho que precisa ser atualizado sempre que possível. Desta forma, comprei o Novo iPad e aprendi algumas coisas interessantes:

1- Com o dólar mais caro, não vale a pena comprar iPad nos Estados Unidos. A análise segue mais abaixo;
2- As diferenças entre um e outro são tão sutis, que trocar de um para o outro requer cuidados;

No dia 23 de maio de 2012 comprei meu iPad diretamente pela loja da Apple na Internet. Paguei no cartão em uma única parcela - isso não é exatamente pagar à vista - e, por isso, tive direito a 10% de desconto. Como utilizo meu iPhone 4S como personal hotspot- isso é, crio uma rede WiFi com ele - não preciso que o iPad possua 3G, assim comprei o Novo iPad, WiFi de 64Gb e na cor preta.

Por cinco dias, fiquei na posse dos dois iPads, sendo que o meu "antigo" era um iPad2, WiFi de 64Gb e cor branca. Dessa forma pude comparar bem os dois.

Vamos a alguns fatos sobre a comparação:

1- Mesmo sabendo que o Novo iPad tem 662g contra 613g do iPad2, não consegui em nenhum momento sentir com os braços a diferença dessas 49g de diferença. Ou seja, a diferença de peso é absolutamente teórica. Não faz a menor diferença prática;

2- Quando o problema é a diferença de espessura, a dificuldade de diferenciá-los é maior ainda, são apenas 0,6 mm, ou seja, pouco mais que meio milímetro. Coloquei por diversas vezes um do lado do outro em uma superfície plana e tive dificuldade de perceber a diferença. Não há diferença visual fácil.

Na verdade a diferenciação dos dois é tão difícil de fazer que a uma certa altura cheguei a pensar que tinham me vendido um iPad2 ao invés do Novo iPad, e comecei a procurar formas de diferenciá-los facilmente. Existem na verdade três formas, e não são tão imediatas.

Você, então dirá, mas a imagem não é fantasticamente melhor no caso do Novo iPad? Nem tanto, depende muito da tela e da imagem com que você está comparando, por isso tive tanta dificuldade.

Mas, vamos às três formas que você pode utilizar para descobrir se tem um Novo iPad, ou um iPad2 nas mãos.

1- Vire o verso do iPad e pegue uma lente. Em letras muito pequenas verá Model A14..(no meu caso A1406). Todo iPad que o modelo começa com A14.. já é o Novo iPad. Se for A13.. você está diante de um iPad2;

2- Clique no aplicativo AJUSTES depois em GERAL e em seguida em TECLADO. Se abaixo de TECLADO DIVIDIDO aparecer "Ditado" você estará com um Novo iPad nas mãos. Se não houver a opção ditado - que utiliza o Siri - para preencher textos ditados em inglês - você estará com o iPad2;

3- Mas, quando é que a diferença visual salta aos olhos? Agora sim! Abra um aplicativo feito somente para iPhone e amplie a tela para o tamanho do iPad. No iPad2 as letras aparecem meio borradas, no Novo iPad parece que o aplicativo do iPhone foi feito para o iPad. Aqui a diferença de nitidez de imagem salta aos olhos!

E em termos de velocidade, tenho sentido diferença? Também não chama a atenção.

Portanto, se você tem um iPad2, e está satisfeito, nem pense em trocar, a menos que como eu queira ficar com o estado da arte.

Vamos a outro problema. Porque não vale a pena comprar nos Estados Unidos? O dólar oficial está um pouco acima de R$2,00, mas você não consegue comprar dólar turismo por menos de R$2,15. Além disso, as lojas americanas cobram sobre o preço da Apple a taxa de varejo de 7% que é comum a todas as lojas nos Estados Unidos. Portanto, no caso do meu iPad o preço em reais, supondo pagamento em dinheiro, para evitar o pagamento de IOF no cartão seria:

US$699,00 x R$2,15 x 1,07 = R$1.608,05 comprando nos USA


Comprando na loja da Apple na internet e pagando em uma vez no cartão o preço recebe um desconto de 10% portanto sai a:


R$1.999,00 x 0,9 = R$1799,10


Portanto, a diferença é de apenas: R$191,05 mas, lembre-se, que se houver qualquer problema com o seu iPad, ele terá garantia somente nos USA e você vai gastar aproximadamente isso para enviá-lo de forma segura para lá. Assim, cheguei a conclusão de que não vale a pena.

Veja o vídeo do unboxing do Novo iPad que comprei:

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O cunhado enrolado e a crise da Grécia

Estou tendo o privilégio de passar uma segunda crise estudando. No biênio 2007-2008 fazia meu primeiro MBA em Gestão e agora o de Finanças. Aliás, bem neste mês (Maio) fui agraciado com a disciplina Economia com o Professor Ruy Quintans (vejam aqui uma de suas entrevistas na Globo News).
O momento daquela crise me foi mais favorável em termos de tempo para escrever (pois é, meu Blog já existia) e o mês de setembro de 2008, aquele do Lehman Brothers, foi um dos períodos em que meus textos mais foram lidos.
Sei que não vou conseguir escrever como antes, mas podem ter certeza que estou lendo como sempre. Lamento não poder dividir todas as minhas idéias por aqui.

Mas chega de conversa e vamos partir para uma explicação "prática" do que vem acontecendo com a Grécia. Espero assim dar condições para conversas com pais, amigos, maridos, esposas, etc que não se ligam muito em Economia. Pode ser que fique um texto longo, mas vamos lá...



A Grécia é aquele cunhado problemático. Isto mesmo, tudo conhece um, ou sabe de uma família com um tipo desses.
Este cunhado (sempre ele) era casado com uma tal de Dracma e tinha lá seu padrão de vida. Seu sustento vinha de atividades ligadas ao turismo, embora tenha sido muito estudioso no passado, se perdeu na filosofia daqui e dali e não partiu para algo concreto e acabou lhe sobrando as atividades ao ar-livre, visitas a museus, monumentos, etc. Mesmo sendo bastante procurado sua renda variava porque era um profissional autônomo.
Com o que recebia mantinha um bom padrão para os filhos com boas escolas, hospitais, ajudava a pagar as despesas de saúde dos pais e dos sogros, contava com uma empregada e desfrutava de bons momentos de lazer e cultura (afinal estamos falando de um grego).
O problema é que já naquela época o rapaz trocava os pés pelas mãos nas finanças quando buscava o suporte de bancos, cartões de créditos, etc, mas aos trancos e barrancos a vida seguia.

Um dia apareceram umas belas moças na vizinhança. Era o Euro... Vinham de uma família tradicional, rica, cheia de regras e, o melhor, estavam facinhas, facinhas. Corria o início dos anos 2000.
O vizinho alemão, que havia feito carreira na indústria, já havia se casado. O francês, que desde sempre faziam um pouco de tudo (inclusive implicar com o alemão desde que se entendem por gente), também já tinha entrado pra família... Italianos, espanhóis, portugueses,... Havia sido um casamento coletivo. Todo mundo na mesma data. E estavam todos, como em todo início de casamento, muito eufóricos. Tinha até um Inglês (aquele que tem uma ilha só pra ele) que de vez em quando pegava uma das irmãs, mas nunca se decidiu pelo casamento de fato. Ficou naquela do "tico-tico no fubá". Até hoje mantém o longo relacionamento com a Libra, mas continua "enrabichado" com a turma do Euro.

O grego não aguentou. Deu um chute no traseiro da Dracma e se lançou nos braços da outra que o recebeu de braços abertos, mas havia alguns poréns. Lembrem-se que a donzela vinha de uma família tradicional, cheia de regras. O grego teve de se enquandrar, mostrar seus dotes... Aperta daqui, esconde dali... Advogados e assessores pro lado, pro outro e, enfim, acertaram os ponteiros.
A fama de enrolado todo mundo sabia, mas afinal, quem não tinha lá os seus rolos. E de mais a mais, tinha gente muito mais enrolada e que nem por isso havia sido riscada do mapa (leia-se o distante açogueiro argentino do outro lado do lago).

Os primeiros anos foram de uma felicidade só. O grego passou a ser mais conhecido, acessível. Sua rede de contatos se ampliou. Um pouco depois coube a ele cuidar do evento esportivo mais importante do planeta (Atenas 2004). As crianças foram crescendo e outras vieram, novas empregadas foram contratadas, o plano de saúde dos velhinhos melhorou (afinal, se o cunhado alemão podia, por que não ele?). Pra ficar melhor ainda, de tão tradicional e unida que era a família, o grego passou a obter empréstimos mais baratos, na maioria das vezes avalizados pelos mais ricos da turma.
A conta não fechava? Como pagar a padaria? Empréstimo. Escola? Empréstimo... Pagar a parcela da dívida? Um novo... Empréstimo.
Enquanto todo mundo ganhava dinheiro a roda ia girando, os juros eram baixos e o grego foi se acostumando e também os seus dependentes a um padrão de vida que já não correspondia com seus ganhos.

O estouro de uma bolha nos negócios imobiliários de um vizinho distante (os EUA) pegou todos de surpresa. A esta altura o alemão, o inglês e o francês sabiam que estavam enrascados. Havia dinheiro deles na lambança...
Como resultado ninguém queira emprestar pra ninguém. Pro alemão isto não era problema, afinal fazia anos que não sabia o que era gastar mais do que arrecadava. O francês e o inglês não estavam na mesma, mas a situação deles não era crítica. Agora, o grego... Este estava, como se diz lá em Ipatinga, onde nasci, "encardido" - sabemos que há outros problemáticos (Irlanda, Portugal, Espanha), mas resolvi pegar no pé só do cunhado, quer dizer, do grego.

O pobre do grego foi vendo algumas portas se fechando pra ele, as contas foram batendo, os juros aumentando, agiotas no pedaço e ele não tinha alternativa: empréstimo. Ainda em 2008 e já devia mais de 150% do que ganhava. Tentava apertar o cinto, mas não dava. As crianças estudavam em excelentes e caros colégios. Como eliminar isto do orçamento? E a ajuda aos velhinhos? Tanto suor que deram no passado...

O fato é que a família se reuniu no ano passado. A situações do pessoal da pindaíba era insustentável! Como é que alguém pertencente aquele grupo poderia dever tanto? Que vergonha irlandês. Que vergonha grego... O pior que eles já haviam se sentando várias vezes tentando estabelecer um teto para a dívida de quem era casado com o Euro (o tal do regime fiscal), mas iam sempre empurrando com a barriga...
O alemão, que no final das contas, foi o que se deu melhor entrando na família, deu um soco na mesa e determinou: "olha aqui seu grego. Dinheiro agora só se nos der garantias de que vai reduzir suas despesas!" (já não havia bancos particulares ou forasteiros que emprestassem ao grego. Sem ter a quem recorrer, é fácil imaginar que ao papel do cunhado cabe procurar a família...).
O grego olhou, olhou e olhou e aceitou. Na verdade não lhe aparecera outra alternativa. Pegou 130 bilhões de Euros e voltou pra casa para quitar parte das dívidas.
Ao chegar em casa reuniu a família e começou: nada de banho demorado, esqueçam o celular, esqueçam as empregadas (olha o desemprego), e ó vovôs, vamos ter de cortar na ajuda (pensões) e plano de saúde de vocês...
A família ficou irada. Voou prato pra todo lado... Onde é que já tinha se visto?!? Que humilhação! Uma história de tanto tempo?!? Como é que viveriam sem as mordomias?
O grego justificou da única maneira que podia: era pegar ou largar. De mais a mais não seria tão ruim... Seria?
Os meses seguintes foram um caos. Apesar dos apertos as contas continuavam não fechando (fruto de uma continha simples de juros compostos) e o pior, o grego havia feito de tudo pra pegar mais dinheiro do primeira vez com os chegados do Euro, mas sabe como é, o pessoal da nó em pingo d'água e dividiram o empréstimo em várias partes. Se tudo corresse bem as outras gotas pingariam.
Já naquele momento nascia entre os filhos, velhinhos e agregados do primeiro casamento uma rixa com os do segundo casamento. Do jeito que estava era melhor mandar esses metidos à σκατά, largar esse peso que se tornou a segunda esposa e voltar ao antigo casamento. Já pensou amigo...

E chegamos à situação que nos encontramos hoje. O cunhado grego deve aos Europeus uma enormidade (350 bilhoes de Euros - quase 1 trilhão de Reais) e se ficar o bicho come (vai ter de continuar dimuindo, e muito - em torno de 20% ao ano - o padrão de vida de seus dependentes) e se correr o bicho pega (quem vai pagar suas contas? Quem vai cobrir os 350 bi dos que empresataram?). E pra piorar mais ainda. E o outros cunhados que têm dívidas maiores que o grego?

É amigo imagine a sua família neste impasse. Só peço aos irmãos da D. Onça que escolham o outro pra Cristo, afinal sou um cunhado tão bonzinho... Foi mal Ronaldo...



segunda-feira, 14 de maio de 2012

O uso do iPad no trabalho




Algumas pessoas me perguntam se realmente faço uso do iPad no trabalho. Me vêem de um lado para o outro na empresa ou em visitas ao cliente e pensam, às vezes, que a idéia é mais impressionar do que efetivamente utilizar.
Não é bem assim e o que estou vivendo nos últimos dias dá uma idéia. Bastam um bom Tablet, o que pra mim significa um iPad, bons aplicativos, boa conexão de internet e alguma intimidade com o processo.

Amanhã terei duas reuniões importantíssimas de apresentação dos resultados dos projetos que tomo conta. Daquelas que quanto mais respostas eu tiver na hora, melhor. Tivemos até algumas reuniões de preparação com equipes distintas (Finanças, Segurança, etc)...
Agora me perguntem quantas linhas de caderno foram anotadas? Nenhuma! Lembrem-se que desde que comprei meu primeiro iPad não uso caderno.

Durante as reuniões de preparação utilizo o Evernote (uma das Apps mais famosas para iOS e Android) para fazer anotações em áudio e por escrito. Se necessário tiro fotos (o novo iPad tira excelente fotos) de anotações feitas a mão por outras pessoas em cadernos ou quadros. Assim garanto que nada, nenhuma informação, ficará para trás.
Durante minhas viagens ao Rio ou até mesmo no trânsito no trajeto casa-escritório-casa ouço os áudios e vou fixando números, relembrando ações que ficaram em aberto e medidas que ainda preciso tomar. Está tudo lá.

Na empresa recebo os drafts dos "Power Points" para preparar as versões finais.
Utilizo os sistemas e bancos de dados da empresa (que por enquanto não acesso via VPN no iPad, mas sei que este dia vai chegar) para gerar relatórios em PDF, DOC e XLS e os salvo do desktop diretamente no meu Dropbox... Com isso consigo parar de pensar no grande dia e foco nas inúmeras tarefas que ainda merecem atenção.

Ao chegar em casa, já posicionado no sofá reinicio os preparativos. Aqui entra a boa conexão de internet (e deixo um parênteses para o Vivo Plus que hoje bateu 5 mega de velocidade por aqui - o dobro de minha operadora de TV a cabo)... Acesso o Dropbox a partir do iPad, baixo os arquivos que preparei com as análise e os abro cada um na App mais adequada (Pages, Numbers e o também excelente GoodReader).
Pega uma informação daqui, anota uma coisinha dali e, pouco a pouco, as versões definitivas vão tomando corpo no Keynotes.
O destaque que dei ao GoodReader vem do fato que consigo (além de abrir diversos formatos) revisar os PDFs fazendo anotações no próprio arquivo, destacar textos, abrir caixas de diálogo, desenhar, etc e ao final vai tudo pra nuvem...

Ouvindo as reuniões de preparação, revendo anotações, estudando os fatos e dados e montando "Power Points" sem que eu esteja sentado na minha mesa pode ser considerado uma graça. No sofá da minha casa então... E ainda tenho o bônus que minha impressora em casa é sem-fio. Está a um clique de distância.
Sem dizer que se precisar revisar o material de 6-7-8 meses atrás não vou precisar folhear páginas e páginas de cadernos antigos. Bastará um ou outro "find" e estará lá! Simples assim...

Agora me digam: vale ou não vale a pena trabalhar com o iPad? Se pensam que impressiona apenas no "visual", imaginem quando perceberem o diferencial de sua preparação.

Ah! Percebam que escrevi este post no BlogPress para iPad... Já estou deitado. Amanhã o dia será longo. Esse iPad...

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terça-feira, 24 de abril de 2012

Google Drive - Será que emplaca?

O Google lançou hoje seu serviço de armazenamento e compartilhamento de dados na Nuvem. Na essência o que oferecem agora já poderíamos ter de certa forma utilizando o Google Docs e o Gmail, mas daria muito trabalho...
O duro é que chegou um pouco tarde já que até a Microsoft já contava com seu "SkyDrive"... O fato é que o Dropbox é o serviço mais conhecido no meio. De qualquer forma em se tratando do Google não é bom brincar.
Por enquanto seu uso será um tanto limitado pra mim, uma vez que não há disponibilidade de App para iOS (às vezes me esqueço que tenho um telefone Android). Ainda assim temos uma oferta interessante: são 5 GB de armazenamento grátis. Mais do dobro do Dropbox.

Acredito que a produto vai pegar, ao contrário do que aconteceu com o Wave (alguém se lembra?), porque estamos falando de um "Me Too" do Google aproveitando sinergias com outras ferramentas da empresa e acredito que exatamente isso (uma base gigantesca de usuários de Gmail, Docs, YouTube, Maps, etc, etc) vai favorecê-lo. Veremos...

A utilização é simples (para aqueles que não foram introduzidos a algo do tipo): você instala o aplicativo em sua máquina (PC ou Mac) e uma pasta é criada. A partir daí todos os arquivos ou pasta que você salvar, alterar, renomear e excluir por lá, será replicado na nuvem e poderá ser compartilhado com o mundo inteiro, inclusive você em outro PC ou dispositivo móvel. É quase um sonho quando imagino que em 2000 meu trabalho de final de curso focava o uso colaborativo da internet.




segunda-feira, 16 de abril de 2012

O 3 G Max da Claro me levou ao 3G+ da Vivo



Quase não vejo TV, mas ontem bastou um pouco para que visse o comercial da Claro anunciando o 3G Max, o sinal turbinado para internet móvel. Na hora pensei: e a Vivo? Estaria eu fadado a retornar aos braços daquela que me trouxe a conectividade em qualquer lugar? Mas a Vivo há de ter algo... Batata!
Em poucos segundos de busca fiquei sabendo que as duas operadoras saíram na frente e buscaram no tal de HSPA+ (uma espécie de 3G melhorado) uma forma de oferecer mais velocidade. Com melhoramentos em hardware e também em software praticamente em qualquer lugar onde há 3G disponível, já há também o 3G Max ou Plus. É só pagar para receber o sinal.
Liguei na Vivo hoje e com o bom padrão a que já me acostumei consegui reduzir a cota de internet da D. Onça (afinal ela nem usava tudo) e consegui colocar o 3G+ com um aumento de menos de R$20,00 na conta.
Passei a tarde em teste e vou prosseguir. O que dá para dizer é que a rede parece instável, mas os resultados estão quase sempre acima de 1,5 mega. O recorde atingi agora há pouco: 4,1 mega... Show de bola!
E pensar que foi a Claro me lançou nos braços da concorrência. Certamente não era a intenção de seu departamento de Marketing...
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quinta-feira, 5 de abril de 2012

‘Em busca do nada’, de J.R. Guzzo - VEJA Edição 2262

É sempre muito bom ler o Guzzo (atualmente tenho contato na VEJA e na EXAME) e este texto (presente na última página da revista que trouxe uma foto de Dilma na capa), particularmente, foi um que me chamou muito a atenção... Sabe aquela sensação de que cada parágrafo está melhor que outro? Que cada linha, como se fosse mágica, exprime exatamente o que eu penso? Pois é... Valeu-me muito a leitura. Espero que valha pra vocês também.




J.R. GUZZO
A palavra provavelmente mais correta para descrever a maior parte das atividades do governo brasileiro hoje em dia, em português comum, seria “farsa”. Mas é melhor, por prudência e pela cortesia com que se devem tratar nossas altas autoridades em geral, utilizar alguma coisa mais leve ─ “ficção”, talvez, é o termo que se aconselha, já que não pode ser entendido como ofensa (Deus nos livre de uma coisa dessas), e ao mesmo tempo serve para resumir com bastante clareza a atual conduta do superior comando da nação.
Entre as paredes do caixote de concreto e vidro em que funciona o Palácio do Planalto, é fabricada todos os dias a impressão de que ali se vive numa colmeia de trabalho sem descanso e de operosidade sem precedentes; segundo essa visão, apresentada como fato praticamente indiscutível na propaganda oficial, ainda não foi criado no Brasil o problema que as prodigiosas qualidades de gerência atribuídas à presidente Dilma Rousseff tenham deixado sem solução. Mas um metro para fora do Palácio, na vida real que começa na rua, o mundo dos fatos, indiferente ao que se diz do lado de dentro, mostra o contrário: nada do que o governo manda resolver, ou quase nada, consegue ser resolvido.
Falta de tempo para mostrar serviço de verdade, do tipo que pode ser visto e comprovado, com certeza não é. Já faz mais de nove anos que a presidente Dilma está dentro do governo, no qual dá expediente desde o primeiro dia de mandato de seu antecessor ─ com a função, justamente, de ser a tocadora de obras número 1 da República. Alguma coisa de porte, a esta altura, já tinha de ter aparecido. Mas não aparece.
Tão inúteis quanto a passagem do tempo ou os oceanos de dinheiro que o poder público tem para gastar vêm sendo as demissões em série na equipe ministerial. Em pouco mais de um ano de governo Dilma, já foram para a rua doze ministros, mais os lideres no Senado e na Câmara ─ todos nomeados por ela mesma, é verdade, incluindo-se aí alguns dos mais notórios candidatos a morte súbita que já passaram por um ministério na história deste país. Os resultados disso, pelo que se viu até agora, foram nulos. As demissões, sem dúvida, mostram que a presidente está disposta a valer-se de sua posição no topo da cadeia alimentar de Brasília ─ pode mandar qualquer um embora, e não pode ser mandada embora por ninguém.
O problema, tristemente, é que o exercício repetido de toda essa autoridade não tem sido capaz de gerar nenhum efeito útil para a vida prática do país e do cidadão. Seja porque Dilma está substituindo tão mal quanto nomeou, seja porque os novos ministros vivem paralisados pelo medo de perder o seu emprego, o fato é que nenhuma de todas as trocas feitas até agora resultou num único metro a mais de estrada asfaltada, ou num poste de luz, ou em qualquer coisa que preste.
O que certamente não falta, nesse deserto de resultados, é a construção de miragens. Empreiteiras de obras públicas, por exemplo, fazem aparecer na imprensa fotos da presidente em cima de um carrinho de trem, cercada por um alarmante cordão de puxadores de palmas, numa visita de inspeção à Ferrovia Norte-Sul. Uns tantos minutos depois, todos voltam a seu carro oficial ou helicóptero e deixam para trás a realidade.
A Ferrovia Transnordestina, por exemplo, com 1700 quilômetros de extensão, foi iniciada em 2006 e deveria ter sido entregue em 2010; já estamos em 2012, o custo de 4,5 bilhões de reais pulou para quase 7 bilhões e tudo o que se conseguiu construir, até agora, foram 10% do percurso. O petroleiro João Cândido, que começou a ser construído quatro anos atrás para a Petrobras em Pernambuco, e foi lançado ao mar em 2010 pelo ex-presidente Lula como um prodígio da nova indústria naval brasileira, voltou a terra firme logo após a cerimônia; continua lá até hoje. Entre as mais espetaculares obras do PAC, com todos os seus bilhões em investimentos, inclui-se o “trem-bala” ─ mas a única coisa que se pode dizer com certeza sobre o “trem-bala”, até agora, é que ele não existe.
A presidente Dilma, que sabe muito bem o que é inépcia, tenta há nove anos achar o caminho de saída desse vale de lágrimas; pode continuar tentando pelos próximos cinquenta e não vai encontrar nada. Não vai encontrar porque procura no lugar errado; imagina que a solução está em criar mais repartições públicas, mais regras, mais controles, mais programas e mais tudo o que faça um “estado forte”. É o tipo de ideia que encanta a presidente. Nunca deu certo até hoje. Mas ela continua convencida de que um dia ainda vai dar.

quinta-feira, 29 de março de 2012

E o novo iPad?

Literalmente tenho passado muito tempo fora... Fora de verdade. Neste quase um mês ausente estive de passagem por Londres e Berlim e neste exato momento escrevo de Aberdeen.
Sobre o que escrever depois de tanto tempo? Talvez o mais preferido dos assuntos: Apple.
Ainda quando estava em Londres duas semanas atrás acompanhei de "perto" o lançamento. Lamentei não poder esticar mais uma semana para testar um na loja, mas vejam como são as coisas. De última hora precisei vir para Aberdeen.
É claro que uma das primeiras coisas que fiz foi ir até a Apple Store, mas antes deixo uma imagem e um vídeo abaixo. Para os que estão sem tempo (como eu ultimamente) recomendo que vejam até os 6m20s.
Que produto é este? Mais de 15 milhões de unidades vendidas em 3 meses (hoje sabemos que da nova versão foram 3 milhões em apenas 3 dias!), venderam mais iPad do que os concorrentes - individualmente - venderam computadores (laptops e desktops somados), e aí vem a frase da PC World que bate exatamente com a opinião de milhões de pessoas, inclusive de meu amigo Edmilson Barbosa, que até comprar o seu achava que não teria muito uso... Algo que foi lançado há apenas 1 ano e uns quebrados e já não imaginamos um mundo sem ele... Incrível! Mais de 200.000 aplicativos só pra ele (fora os outros mais de 350 mil adaptados do iPhone)... O que fizeram ao compraram os mesmo aplicativos no Android foi covardia (e olha que estou tentado me adaptar ao meu Galaxy S). E finalmente a fala final (antes da introdução da nova versão)... Acho que foi o momento mais "Steve" do Tim.


Voltemos a loja em Aberdeen.
Pedi à atendente que me colocasse um iPad 2 ao lado de um novo. Pra ser sincero, a princípio não vi nenhuma diferença. Ela me pediu para ver os ícones dos aplicativos e estava lá. A tela de alta definição é um estouro... A partir daí ela começou me apresentar as mesmas fotos nos dois. Pra quem valorizar, quanta diferença!
A velocidade de resposta é mais rápida, mas nada com o que nos acostumemos o bastante pra achar que é a mesma coisa no dois. Tirei uma foto com cada e no novo é anos luz melhor.
Enquanto continuava vi uma velhinha ao lado comprando o novo iPad. Conversa daqui, conversa dali e a vendedora a apresentou o Dictation. Ok, e daí? E daí que ela se amarrou... E não havia nem imaginado a razão quando ela soltou algo como "que ótimo... Assim minhas mãos não vão doer ao digitar". Confesso que até agora estou surpreso... Mais ainda. A velhinha apertou o botão, disse a frase que queria e estava lá. Sem curva de aprendizado, nem nada... Fui tentar na mesma hora, mas meu inglês não é lá tão bom assim e tive alguns percalços. Mesmo assim, ele entendeu boa parte do que falei. Como não vir à mente a primeira apresentação em que Job disse que estávamos diante de algo "mágico"...
Enfim, a Apple deu mais um passo. Não considero uma salto, mas algo incremental (não dá pra criar um mercado novo do zero todo ano) e aos amigos que me perguntam se vale a pena trocar acho que mantenho minha regra para produtos Apple: o tempo ideal para trocar é a partir de 2-3 anos. Os que tem o iPad 1, não tenham dúvidas. Já os que tem o 2 como eu, a não ser que consigam um bom preço na revenda (aí seria irresistível), é melhor esperar.
Quanto a mim? E o novo iPad?

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sexta-feira, 16 de março de 2012

Salvo pelo Dropbox

Dia desses vi recebi uma listagem com as melhores Apps para os negócios e o Dropbox estava em primeiro lugar... Fiquei na dúvida entre ele e o Evernote.
Mesmo sem me decidir posso dizer que desde que coloquei minha pasta principal no Mac dentro do Dropbox é como se meu arquivos estivessem comigo em um Pendrive virtual (a já famosa nuvem).
Agora mesmo este recurso acabou de me salvar...

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Copiando músicas do iPod para seu PC ou Mac

Meu amigo Freitas do MBA precisou de uma ajuda meses atrás e não consegui fazer nada... Por sorte, ele navega bem por esse mar de conhecimento que é a internet e conseguiu se virar antes que eu me movesse.
Agora, com um Mac novo em mãos, fui eu quem precisou deste recurso.
Como sei que é algo que "vira e mexe" alguém precisa, vou indicar abaixo o portal do CNTE News que foi direto ao assunto e resolveu o meu problema. Espero que resolva o de vocês.




How to transfer music from an iPod to your computer




by  

CNET's How To expert Sharon Vaknin explains how to transfer the music on your iPod to your computer.

Transfer music from an iPod to your computer

Most of us store music in two places: on our computer and on our iPod (or other MP3 player). But if your computer crashes indefinitely, all the music you (hopefully) purchased disappears along with it. So what's left? A handicapped iPod, as Apple restricts its gadgets to sync with one music library--any attempts to sync with a different computer will result in a deleted iPod.

Naturally, there's a workaround. If you'd like to safely move songs from your iPod (except the iPod Touch) to any computer, follow these steps:
How to transfer music from an iPod to a Mac

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Pontos para a VIVO

Reconheço que faço parte de uma minoria: estou satisfeito com a minha operadora de celular e o relato de hoje mostra o porque - se buscarem nos arquivos verão que há outras razões no passado.
Meu iPhone caiu no mar no final de semana e me vi sem uma poderosa ferramenta de trabalho e lazer. O que fiz? Liguei para a VIVO e solicitei o bloqueio (como foi para o fundo até tentei utilizar os recursos do Find My iPhone, mas a cobertura de internet ainda não chegou lá...).

Durante a semana procurei a VIVO no Shopping Macaé (Revendedor Autorizado) por 3 vezes e aqui vai um ponto de atenção para a operadora. Logo na primeira tentativa a moça até que foi educada, mas saiu com um "a gente pode até tentar, mas não vai dar certo". Como é que é?!? "Nosso gerente até orientou para que digamos que não estamos fazendo. É que o de muita gente dá errado e depois voltam para reclamar". Seria sistema? "Sei não". Mas eu posso ir na loja própria no centro... "Lá é que não fazem mesmo". Por alguns instantes me perguntei se teria de ir até ao Rio para reativar minha linha.
OK... Pedi para ver ao menos os preços de smartphones para a minha pontuação. Tenta daqui, tenta dali... "Senhor, não estou conseguindo"... Assim foi na segunda vez e com alguma variação na terceira também.
Só que nesta última resolvi bancar o teimoso e mesmo sabendo que poderia me dar mal peguei o carro e fui até ao centro da cidade. Sábia decisão.

Fui reconhecido pelo funcionário que me atendeu quando fui o primeiro cliente a fazer uso da portabilidade em Macaé e isso foi muito bom. Como já era tarde fui o último cliente a pegar uma senha e logo atendido.
A moça que me atendeu teve um comportamento totalmente diferente e disse que estava lá para resolver o meu problema. Ao pensar na diferença do atendimento anterior me veio à mente uma questão: não esperava que um atendente estivesse por lá após 2-3 anos, afinal, imaginei, a rotatividade no comércio em geral é alta... Ledo engano. O rapaz que me reconheceu está na VIVO há 7 anos, a moça que me atendeu há 6 e há alguns com até 9 anos. Esta é "A" diferença. Este time acumula uma experiência que um lojinha de shopping jamais vai ter. Ponto para VIVO! E pra mim mais uma lição prática de Gestão de Pessoas.

Na hora de escolher o novo aparelho me sobreveio aquela tradicional batalha entre razão e emoção. iPhone 4 ou 4S? Melhor seria pegar um mais barato e aguardar o 5 (para piorar havia uma senhora ao lado comprando um 4S)... Cheguei a pegar o novo HTC Ultimate com o Windows Phone - aparentemente uma excelente opção. Pensei, pensei e pensei e fechei um Galaxy S (o 1, não o 2) por 1/3 do preço do iPhone 4S. A razão venceu.
Agora é só aguardar o lançamento e a oportunidade de comprar 5. Enquanto isso dou o braço a torcer e testo, de verdade, um aparelho com Android.

Em pouco mais de 30 minutos lá estava eu com a linha reativada e com mais uma história de sucesso com a VIVO. Obrigado Éder, obrigado Bianca. Já me esqueci do revendedor no Shopping Macaé Plaza. Não volto lá nunca mais!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

MBA de graça e por conta própria - Só a internet para nos proporcionar isto

Vivo lendo artigos, assistindo a vídeos e ouvindo entrevistas na internet. Acho que são recursos fantásticos e sou viciado nisso. No post anterior falei do meu apreço pela Educação. Apesar desta intensa atividade na rede nunca havia parado para pensar no que deixo abaixo. O Renato Ricci, do Blog Gestão Positiva no site da EXAME acertou na mosca. Com algum planejamento e boas dicas é possível obter um upgrade no conhecimento de maneira totalmente gratuita. Pense nisso!


MBA de Graça

Este ano resolvi fazer um MBA. Bom não é bem o que você está pensando. Na verdade a decisão de fazer um MBA deve ter ocorrido há uns quinze anos atrás – na época fui atrás dos mais badalados cursos e achei que a relação custo x benefício não era satisfatória em meu caso.
Um dos pontos negativos eram os currículos dos cursos, repletos de disciplinas que me pareciam mais para cumprir tabela do que formar uma pessoa em management. Com o passar dos anos o MBA foi banalizado (essa é minha opinião) – hoje temos MBA para tudo e o investimento é absurdo. Então, naquele momento, resolvi seguir a opinião de um amigo que me disse – se quer aprender realmente mais – vá direto a fonte. E fui. Fiz uma dezena de cursos e participei de diversos congressos de áreas distintas fora do Brasil – e isso foi sensacional – mas ainda muito caro.
Esse ano resolvi fazer o meu MBA – particular e customizado – e melhor com pouco investimento.
Comecei mergulhando de cabeça no sensacional TED (ted.com) – já bem conhecido no mundo acadêmico – o TED é um site de conteúdo aberto com uma filosofia de gerar inspiração e transmitir conhecimento – 100% free. São palestras, conhecidas como TED Talks que duram aproximadamente 20 minutos. Mas não são simples palestras.
Esta semana escolhi, para começar meu MBA – que acontece na minha casa, geralmente depois das 22 horas – alguns professores.
Minha aula inicial (magna) foi com Bill Gates – que falou sobre o mal uso das verbas de educação nos EUA. Em seguida optei por ouvir e ver em HD Jeff Bezos da Amazon, e para terminar uma aula incrível sobre o cérebro com um cara que eu não lembro o nome.
Mas o meu MBA não para por aí. Já escolhi alguns livros incríveis para ler – o Projeto Guttemberg tem centenas de livros gratuitos e livres para download. A Apple recém lançou a Itunes U – uma espécie de loja virtual para Universitários e acadêmicos – a surpresa: uma vasta gama de conteúdos abertos das melhores universidades americanas.
Ainda um obstáculo: a língua. A grande massa dos conteúdos está em Inglês – sem tradução. No Brasil já temos diversos TEDx (nome dado aos TEDs independentes) com diversas palestras e temáticas muito interessantes – gratuitas e o melhor, em português.
Os blogs da Exame apresentam textos muito bacanas em muitas áreas diferentes – e estão aqui para serem lidos.
Só não estuda quem não quer. Que se cuidem os MBA’s formais.