terça-feira, 12 de abril de 2011
Blog do Josias - Equipe econômica de Dilma virou um ‘saco de gatos’
segunda-feira, 28 de março de 2011
Veja Online - Saída de Agnelli da Vale pode manchar a imagem do Brasil
Vitória governista na luta para tirar Roger Agnelli da presidência da mineradora deve ser mal recebida por investidores e prejudicar reputação do país
terça-feira, 22 de março de 2011
Blog do Mendonça de Barros - Economia incrivelmente à nossa disposição
Sou um entusiasta da Internet e dos blogs. Acredito piamente que há oportunidades incríveis de desenvolvimento e crescimento pessoal e profissional por meio do contato com o conhecimento de iluminados que jamais teríamos acesso.
Reflexões sobre a inflação neste início de mandato da presidente Dilma
Leiam mais no Blog do Mendonça de Barros.
terça-feira, 15 de março de 2011
EXAME.com: Dilma quer blindar Vale na troca de comando
O governo Dilma tem toda a vida pela frente. Veremos quais serão as consequencias desta decisão, mais ou menos, no final de seu período. Querem apostar? Seguem abaixo um trecho do texto e meu comentário:
Dilma quer blindar Vale na troca de comando
A presidente, a exemplo de Lula, gostaria de ver um perfil diferente no comando da empresa: alguém que seguisse a estratégia ditada pelo Planalto, como faz a Petrobras
Brasília - A presidente Dilma Rousseff está convencida de que é preciso trocar o comando da mineradora Vale, mas quer blindar a companhia do apetite político, para não causar turbulência no mercado nem impacto nas ações da companhia na Bolsa de Valores. Agora, há um novo executivo cotado para substituir Roger Agnelli na Vale: trata-se do presidente da Suzano Papel e Celulose, Antônio Maciel Neto.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Blog do Josias - Inadimplência cresce 25,4% no 1º bimestre de 2011
Link para o Blog do Josias no Folha Online: http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/
Inadimplência cresce 25,4% no 1º bimestre de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Carnaval de leituras e inflação no radar
Como nos outros anos optei pelo descanso em casa e me dediquei à leitura (novidade). Estou entre as revistas recém-chegadas (EXAME e VEJA), o livro "O verdadeiro poder" do Professor Vicente Falconi e a internet.
Entrei aqui no Blog para responder o comentário do legendário Manguinha e vou aproveitar para ir mais fundo em um post que deixei no LinkedIn e Facebook. O assunto é inflação.
O ano eleitoral de 2010 parece estar longe e já não nos lembramos de detalhes das medidas anti-cíclicas do governo Lula. Na verdade o "anti-ciclo" já havia passado na virada de 2009 para 2010, mas porque não estender as benesses em favor da candidata-poste? Risco inflacionário? "Nem pensar", dizia o ministro Mantega.
O tempo passou, a candidata virou presidente e agora cá estamos nós com expectativas de inflação cada vez subindo mais. Não tivesse negociado com o do imóvel onde moro e estaria pagando um aluguel quase 12% mais caro...
No final de novembro, quando comecei o planejamento para 2011 (pois é meus caros leitores, tenho esse costume), decidi que era hora de apostar mais em CDB, na Renda Fixa - todos sabem que sou um investidor em desenvolvimento do tipo em que o conhecimento tem chegado antes que o dinheiro para investir.
Pra falar a verdade deveria ter feito isso antes, mas errei no planejado de 2010. Pensei que haveria uma recuperação da bolsa, com destaque para as commodities. Mesmo fazendo correções ao longo do ano (a Embraer me trouxe bons resultados), 2010 foi um ano apenas regular (um pouco acima da média de mercado).
Agora deixo como dica de leitura dois textos que li há pouco que corroboram a estratégia que tomei (que em paralelo ao CDB leva ao investimento em um novo MBA) e ajudam entender o que está se passando em nossa economia. A inflação veio pra ficar. Pelo menos 2011 já era.
Naturalmente não se está falando dos gloriosos índices pré Plano Real, as já passou da hora de nos apresentarmos ao mundo com uma inflação verdadeiramente na meta.
Vejam abaixo:
VEJA Online:
Batalha contra inflação em 2011 está perdida; BC mira agora o ano que vem
Diversos fatores eliminam a eficácia da alta dos juros contra a elevação dos preços neste ano; desafio agora é inflação de 2012
EXAME.com - Blog do Mendonça de Barros
Para não dizer que não falei de flores
Não ganhou a devida cobertura da midia o fato de ter PIB brasileiro – no final de 2010 - superado o da Inglaterra e o da França, o que coloca a economia do Brasil entre as cinco maiores do mundo. Como o crescimento da economia brasileira em 2011 deve superar o da Inglaterra e o da França, esta posição vai se consolidar ainda mais.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Brincando e aprendendo sobre ações - Simulador EXAME
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Estatizar pra quê? Lucro da Vale atinge recorde de R$10,6 bilhões no 3º trimestre
Empresa teve o melhor trimestre da sua história, com recordes em receita operacional bruta, margem operacional, lucro líquido e geração de caixa
domingo, 29 de agosto de 2010
O legado explosivo de Lula
Quem suceder ao presidente Lula encontrará um legado difícil de carregar - Tesouro mais endividado, mais custeio engessando o orçamento, compromissos pesados e de retorno duvidoso e um buraco crescente nas contas externas. Em julho o superávit primário do setor público ficou em apenas R$ 2,45 bilhões, o resultado fiscal foi o pior para o mês em nove anos e o quadro não deverá mudar muito nos próximos meses. Sem a popularidade e o carisma do antecessor, o próximo presidente precisará tomar medidas severas, se quiser arrumar os fundamentos da economia. Se o Brasil ainda estiver crescendo, isso facilitará seu trabalho. Mas Estados Unidos e a maior parte da Europa continuarão derrapando na crise, o dinamismo chinês poderá ser menor e o mercado global será bem menos hospitaleiro do que o foi até o começo da recessão. Durante seis anos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva governou com vento a favor na economia global. Quem o substituir não terá essa bênção.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Sobe a Selic...
Eu fiquei curioso pra ver como o assunto foi tratado lá fora e o que me chamou a atenção foi parte do relato que encontrei no site da revista Businessweek. A matéria, além do óbvio, mostra indícios de aquecimento da nossa economia que eu ainda não tinha ouvido falar. Segue uma tradução livre e em seguida parte do texto com um link para a íntegra. Sobre a Açúcar Guarani vou confirmar com meu amigo Guilherme Rando.
O crescimento "chinês" está levando à escassez de oferta. A Ambev (Cia de Bebidas das Américas), maior cervejaria da região, teve que importar latas de cerveja pela primeira vez em seus 125 anos de história depois do fornecimento local esgotar.Açúcar Guarani SA, produtora de açúcar do país a terceira maior em valor de mercado, deixou 10% de sua safra "esperando" nos campos 40 dias a mais por causa da falta de pneus para a sua colheitadeiras, mesmo após a commodity atingir a maior alta dos últimos 29 anos em de fevereiro.
Brazil Raises Rate to 10.25% to Slow Economic Growth (Update2)
domingo, 6 de junho de 2010
Finanças Corporativas ao vivo - Da sala de aula para minha sala de trabalho
Tem sido uma experiência e tanto por vários motivos. Uma multnacional bem posicionada, num setor como o de Oil & Gas (extremamente fértil para se fazer carreira), em uma função gerencial em que os desafios são diários...
Segue abaixo uma nota da agência de notícias Reuters que mostra por onde estou andando. O barco é "alugado". Ou era...
Imaginem o que rodou de Fluxos de Caixas sobre mesas, calculadoras e travesseiros nos últimos meses pelo mundo afora.
Para se situar: GC Rieber é a companhia norueguesa dona do Polar Queen.
Fonte: Reuters
GC Rieber Shipping ASA Sells Ship to Acergy S.A.
Thursday, 3 Jun 2010 12:30pm EDT
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Acergy em destaque
Highest Operating Margin in the Oil & Gas Equipment & Services Industry Detected in Shares of Dril-Quip
Dril-Quip (NYSE:DRQ) has an operating margin of 28.4% on trailing 12 months sales of $555.2 million and sales growth of 11.8%.
Core Laboratories (NYSE:CLB) has an operating margin of 27.3% on trailing 12 months sales of $705 million and sales growth of 5.3%.
CARBO Ceramics (NYSE:CRR) has an operating margin of 23.4% on trailing 12 months sales of $374.7 million and sales growth of 36.2%.
Acergy (NASDAQ:ACGY) has an operating margin of 14.4% on trailing 12 months sales of $2.3 billion and sales growth of 14.5%.
OYO Geospace (NASDAQ:OYOG) has an operating margin of 14.4% on trailing 12 months sales of $100.6 million and sales growth of 30.9%.
SmarTrend is bullish on shares of OYOG and our subscribers were alerted to Buy on February 12, 2010 at $41.88. The stock has risen 20.7% since the alert was issued.
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terça-feira, 11 de maio de 2010
E vamos de reservas... E olha que não estou falando da lista do Dunga
As referências por aqui à Professora Virene Roxo (da Fundação Getúlio Vargas) são muitas. Devo a ela parte da compreensão que tenho sobre Economia. E dela que me lembro toda vez que leio algo parecido com o que deixo abaixo.
Já em 2007, quando nossas reservas cambiais nem eram tão altas assim, ela alertava para o "peso" de se carregar tantos dólares no bolso.
Vejam abaixo e entendam...
Folha Online - Dinheiro
Reservas internacionais do Brasil chegam a US$ 250 bilhões
da Sucursal de Brasília
Apesar de funcionar como um seguro contra crise, o custo benefício desse mecanismo começa a ser questionado pelos economistas. Principalmente em um momento em que a taxa de juros no Brasil volta a se distanciar da remuneração desses recursos no mercado internacional.
A política de compra de reservas começou em 2004, mas ganhou força a partir de 2007. No começo do governo Lula, o país tinha menos de U$ 40 bilhões em caixa. Há três anos, ultrapassou os US$ 100 bilhões.
Na crise desencadeada em setembro de 2008, o primeiro grande teste dessa política de acumulação de moeda estrangeira, o país gastou pouco mais de US$ 30 bilhões para irrigar o mercado de câmbio. Metade desse dinheiro foi emprestada em operações que nem afetaram o nível das reservas.
Como todo seguro, a acumulação de dólares também tem um custo. Ao comprar moeda estrangeira, o BC injeta reais na economia. Para tirar esse excesso de dinheiro do mercado, precisa vender títulos públicos atrelados à taxa básica de juros, o que aumenta a participação da Selic na dívida.
Leiam o restante aqui...
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Complicou para a Petrobras - Portal EXAME
Papéis da Petrobras têm pior desempenho do dia
Além de corte de recomendação pelo JPMorgan, ações sofrem com incertezas em relação à capitalização
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Inflação em alta
Editorial do Estadão:
É hora de todos se preocuparem com o custo de vida. O vírus da inflação já se manifesta na maior parte dos bens e serviços consumidos pelas famílias brasileiras. Há vários sinais de alerta. Um dos mais claros é o aumento de 2,06% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado de janeiro a março. Foi a maior variação registrada num primeiro trimestre desde o começo do governo Lula, mas as circunstâncias são muito diferentes. Nos primeiros três meses de 2003, quando a alta chegou a 5,13%, o País sofria as consequências da crise do período eleitoral. O crédito externo havia encolhido, o dólar havia disparado e pressões inflacionárias se haviam espalhado por toda a economia. Desta vez, o dólar está depreciado, o mundo apenas começa a escapar de uma recessão e os preços internacionais estão muito contidos. Esta inflação é claramente made in Brazil.
Em março, o IPCA subiu 0,52%, bem menos do que em fevereiro, quando a variação foi de 0,78%, mas isso se explica em boa parte pelo fim de certos efeitos sazonais. Quando se examinam os números mais de perto, o quadro é bem menos favorável. O índice de difusão, segundo cálculo divulgado pelo escritório Rosenberg & Associados, passou de 61,7% em fevereiro para 66,4% em março, mostrando um forte aumento do contágio inflacionário. Esse indicador se refere à parcela dos bens e serviços com preços em alta. Além disso, o exame do núcleo da inflação revela um avanço de 0,39% para 0,46% quando se descontam os efeitos dos fortes aumentos de tarifas de ônibus, combustíveis, eletricidade e educação ocorridos no começo do ano. A maior parte dos preços livres, isto é, determinados pelo mercado, continuou subindo aceleradamente. O IPCA é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e é usado como referência para a política oficial de metas de inflação.
Leiam mais aqui... Inflação em alta
quarta-feira, 31 de março de 2010
BOVESPA - Fechamento do mês
Bovespa avança 5,8% em março; maior ganho mensal desde novembro
No mês, a Bolsa de Valores acumula alta de 5,82%. Trata-se da maior valorização mensal desde novembro do ano passado; no trimestre, o ganho é de 2,60%.
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, subiu 0,59% no fechamento, batendo os 70.371 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,47 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York teve queda de 0,47%.
O dólar comercial foi vendido por R$ 1,781, em um decréscimo de 0,77%. A taxa de risco-paísmarca 184 pontos, número 2,20% acima da pontuação anterior.
"O fechamento de mês é sempre muito importante. Grandes investidores aproveitam para 'zerar posições'. E sempre há o interesse dos gestores de fundos em apresentarem um melhor desempenho das carteiras. Isto quer dizer que sempre há alguma 'distorção' no movimento desses dias", comenta Guilherme Mendes Franco, gerente da mesa de operações da corretora Corval. "Mas nós podemos dizer também que o mercado está com perspectivas um pouco mais positivas. Acho que o investidor 'comprou' os fundamentos da economia brasileira, que estão bons, na Bolsa", acrescenta.
Leia mais aqui...
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Bom 2010 e alguns riscos no Brasil - Bons tempos de aulas de Economia
Já segunda, foi a Professora Virene Roxo, agora no MBA da FGV. Mais que Economia, ela ensina profissionalismo. Não ficou nenhuma área de fora nas poucas aulas que tivemos.
Lembrei destes Professores porque encontrei no Blog do Vinícius, no Folha Online, um grande resumo sobre contas do país, câmbio, juros e por aí vai para 2010. Não precisa ser economista para entendê-lo e aí está o grande mérito, mas ter tido Newton Bueno e Virene Roxo como professores faz muita diferença.
Bom 2010 e alguns riscos no Brasil
O consumo total no Brasil deve aumentar cerca de R$ 180 bilhões no biênio 2009-2010 _apenas o consumo do governo deve aumentar R$ 51,6 bilhões. Na soma dos dois anos, o investimento (em fábricas, equipamento, infraestrutura, habitação etc) terá diminuído em R$ 2 bilhões. A estimativa é da MB Associados, uma consultoria ponderada e que se ocupa bastante de minúcias da economia real. E daí?
Falta investimento
Daí que, obviamente, o consumo cresce mais do que o investimento. Não é necessário "casar" os números, claro. Mas a economia deve ter capacidade produtiva e infraestrutura suficientes de modo que a procura excessiva, a escassez, não faça com que os preços subam _que venha inflação. Vale lembrar que um país não consome apenas o que produz _importa bens e serviços do exterior, o que complementa as necessidades de consumo.
Porém, a fim de comprar mais é preciso ter moeda forte, dólares, para pagar as contas. Logo, é preciso exportar mais. Se há um descasamento muito grande entre exportações e importações durante muitos anos, pode haver problemas. Esse descasamento se chama "deficit em transações correntes". Se investidores e empresas estrangeiras investem mais aqui (em produção ou no mercado financeiro), esse deficit é "coberto", é financiado. Mas os estrangeiros se dispõe a colocar seu dinheiro aqui até um certo limite, um tanto impreciso.
Quando os investidores acham que um país consome demais, vive acima dos seus meios, pode começar a desconfiar que o país tem problemas e, num caso extremo, que um país pode se tornar incapaz de pagar suas contas. E param de trazer dinheiro para cá. É o que se chama de "crise externa". O dinheiro (dólares) começa a minguar ou foge. Há uma crise de pagamentos. O real se desvaloriza. O Brasil viu esse filme várias vezes, as mais recentes em 1998-99 (crise do real) e 2002 (crises várias mais o nervosismo do mercado com a eleição de Lula).
Longe de crise
Mas o Brasil está longe de ter uma crise como essas, claro (a não ser que ocorra algum tumulto grande lá fora). Há tempo para corrigir o rumo. O Banco Central vai elevar os juros em breve (em abril, talvez). A economia desacelera, cai o consumo no mercado doméstico, caem as importações. Para crescer mais, o país precisa aumentar a produtividade e a quantidade de investimentos na produção. Para fazê-lo, é preciso consumir menos. De preferência, o governo consumir menos.
Bom 2010, juros
Apesar desses riscos, o economista Sérgio Vale, que assina as análises econômicas da MB Associados, acredita em um ano muito bom. Crescimento de 6%, que poderia ir até a 7% caso o BC não elevasse os juros, o que provavelmente será mesmo necessário. A inflação deve fechar o ano em 4,7%, com tendência de alta. As vendas no comércio varejista devem crescer 8,6%, mais que o conjunto da economia. A taxa de desemprego deve ser uma das menores da história recente (desde o início da série nova de estatísticas do IBGE). Em 2009, a economia ficou estagnada _teria encolhido 0,1% na estimativa da MBA. O PIB do quarto trimestre do ano passado deve ter subido 4,7% em relação ao trimestre final de 2008.
Por que juros tão altos?
Por que a Selic (juros do BC) é tão alta e a inflação começa a apertar quando o PIB cresce algo além de 5%? Bem, a discussão rende tratados de economia e política. Mas os motivos mais consensuais e mais imediatos, alguns dos quais apontados por Vale, são:
1) A meta de inflação é muito alta ainda. A taxa de juro que realmente importa é a taxa real, isto é, juros descontados a inflação. Quanto mais alta a meta de inflação, ainda mais altos precisam ser os juros. Na conta de Vale, "para cada ponto percentual de inflação a taxa real de juros teria que subir mais de um ponto percentual";
2) Consumo excessivo, dada a capacidade produtiva da economia e as condições da infraestrutura (portos, estradas etc). Para "sobrar" mais para o investimento, seria necessário reduzir o consumo;
3) Indexação. Vários preços da economia ainda são corrigidos por lei ou por contratos, regularmente. Mesmo que o custo daquele serviço não tenha subido tanto como a taxa média de inflação, os preços são corrigidos para cima. Isso faz com que a inflação do passado sempre "reapareça" no nos preços futuros. Quanto menos indexada uma economia, menor a "inércia" (isto é, menos os reajustes do passado contaminam os preços do futuro);
4) "Tabelamento de juros". Várias taxas de juros da economia são "tabeladas", definidas pelo governo, e não sofrem o efeito das ações do Banco Central. Por exemplo, as taxas de juros subsidiadas de bancos públicos. Como essas taxas "não se mexem" quando o BC eleva ou reduz os juros, é preciso pisar mais fundo no acelerador, aumentar mais os juros básicos, para compensar o efeito da imobilidade das taxas "tabeladas".
Sim, há mais problemas. Mas este é um mero blog. A discussão rende tratados. Esses são alguns dos problemas mais imediatos e, em tese, mais fáceis de resolver. E, note-se, estamos falando aqui apenas dos "juros básicos", a Selic, a taxa sobre a qual o BC tem influência. Os juros na praça, para o consumidor, são outra história, provavelmente muito mais enrolada.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Onde investir em 2010? A Revista EXAME dá preciosas dicas...
A matéria de capa da EXAME desta quinzena é um tema tradicional. Todos os anos, nesta época, ele aparece: onde investir até dezembro.
Mais do que dicas para fazer isso ou aquilo com o seu dinheiro, a publicação é rica na descrição da situação econômica atual e por isso já merece crédito. Desta vez ele ainda incluíram que já havia me passado pela cabeça: as dicas que eles deram no passado foram boas ou não? Acertaram mais do que erraram? Parece que sim...
Há outra novidade que já vi circulando em ônibus entre Macaé-Rio e também em aviões: uma versão da revista em Inglês. Sinal de que o interesse estrangeiro pelo Brasil foi percebido pela Editora Abril, que se mexeu nessa direção. Sorte a dos gringos. Terão uma excelente fonte de informações para planejar e tocar seus negócios por aqui.
A figura abaixo dá um mostra do que temos nesta edição, que pode ser acessada aqui.





