A economia brasileira está sob processo de implacável desarrumação.
É a sucessão de pibinhos que, provavelmente, continuará este ano com um avanço da atividade econômica não superior a 3%.
É também a alta resistente e espalhada da inflação que, nos dois primeiros trimestres deste ano, perfurará o teto de 6,5% em 12 meses, incluída aí a faixa de escape de 2 pontos porcentuais. Tão ou mais preocupante, o governo não se dispõe a combater a inflação com a arma mais poderosa que possui, que é a política monetária (política de juros). Ao contrário, o combate à inflação voltou a ser feito por expedientes antigos e notoriamente ineficientes, como o represamento de preços e tarifas (caso dos combustíveis e da condução) e desonerações tributárias (como a da cesta básica e a dos veículos).
E é, ainda, a rápida deterioração das contas externas, sobretudo do Comércio Exterior, cujo superávit chegou aos US$ 40 bilhões em 2007 e vai sendo esvaziado rapidamente (veja o Confira). Neste ano, dificilmente passará dos US$ 9 bilhões - algumas projeções apontam para apenas US$ 4 bilhões.
Os desequilíbrios transparecem de outras avaliações. O governo gasta demais, como o Banco Central vem denunciando e ontem foi novamente objeto de avaliações de seu presidente, em depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal. Isso não é tudo, porque a transparência vem sendo sacrificada pelo uso de truques contábeis.
Embora contemplada com seguidos incentivos, a indústria mostra desempenho modorrento. Isso acaba de ser confirmado pelo IBGE, a partir dos levantamentos de fevereiro. Há um notório descompasso entre consumo e oferta, repetidas vezes denunciado pelo Banco Central, que desemboca nos maus resultados das contas externas. O mercado de trabalho está excessivamente aquecido e desequilibrado, o que concorre para a exacerbação da demanda, para elevar custos do setor produtivo e para a desenvoltura da inflação, principalmente no setor de serviços.
Informações sobre o apagão logístico estão todos os dias na TV e nos jornais. O governo parece ter-se dado conta de que é preciso puxar o investimento. Mas é lento demais e pouco eficiente. O setor privado parece algo mais propenso a investir, como mostra o melhor resultado do setor de bens de capital (máquinas e equipamentos), mas segue com o breque de mão puxado. Teme o excessivo intervencionismo do governo e a falta de determinação em combater o custo Brasil, que mina a competitividade do setor privado.
Até recentemente, o governo pretendia compensar a baixa capacidade de competir do setor produtivo com doses alentadas de desvalorização cambial (alta do dólar) que garantissem o encarecimento do produto importado. Mas deu marcha a ré nessa empreitada quando percebeu as avarias que apareceram na inflação.
A presidente Dilma não mostra disposição para a arrumação da economia. Não só porque seu conceito de ordem difere do partilhado pela maioria dos analistas, mas também porque se julga segura pelas pesquisas de avaliação de seu governo. Como estratégia eleitoral, a presidente pode estar certa. Mas, lá na frente, ficará mais difícil colocar a casa em ordem.
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,desarrumacao-,1016365,0.htm
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quarta-feira, 3 de abril de 2013
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Reinaldo Azevedo - Palocci se nega a dizer o essencial; resposta sugere que, em 5 anos, “consultoria” pode ter rendido, no mínimo, R$ 36 milhões. Nunca antes…
Vamos ver. O que o ministro espera dos brasileiros?
Ele deixou claro: “É preciso ter boa-fé”.
Ele vai entregar todos os documentos, insistiu, aos órgãos competentes. É o que fazem os empresários normais, sem dúvida. Mas Antonio Palocci é um político. É o ministro mais importante do governo Dilma. E como ele explica a montanha de dinheiro que ganhou, acima do que recebem empresas sólidas da área?
Bem, ele não tem explicação para isso, não! E também não vai divulgar a lista de seus clientes. No máximo, listou os setores: indústria, serviços, setor financeiro (bancos e corretoras, fundos de investimento. Ou seja: tudo!
E por quê? Referindo-se à construtora WTorre, ele lembrou que a divulgação de que trabalhara para a empresa fez com que deputados de oposição levantassem suspeitas sobre uma restituição tributária que a construtora recebeu em tempo considerado recorde. Bem, foi seu pior momento: quem já não entendia nada ficou na mesma; quem sabia do que ele estava falando percebeu que ele estava tentando dar um truque no repórter Júlio Mosquera, que soube contraditá-lo.
Quem já viu Palocci no melhor de sua forma sabe que ali estava o famoso pato manco: vexado, meio envergonhado, sem poder dizer o essencial. Afinal, ele quer a nossa boa-fé. E ponto.
...
Leia a íntegra no Blog do Reinaldo Azevedo.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Será? Já estou na fila! - iPad 2 está a caminho
Do Blog LINK, do Estadão...
Os iPads 2 já estão nas lojas brasileiras e agora é só aguardar o aval da Apple para que as vendas da segunda versão do tablet comecem de vez no Brasil. O Link entrou em contato com algumas revendedoras da Apple que confirmaram: o iPad 2 deve começar a ser vendido neste final de semana em lojas brasileiras — provavelmente na sexta-feira, 27 — quase dois meses depois da homologação pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Leiam mais aqui...
Os iPads 2 já estão nas lojas brasileiras e agora é só aguardar o aval da Apple para que as vendas da segunda versão do tablet comecem de vez no Brasil. O Link entrou em contato com algumas revendedoras da Apple que confirmaram: o iPad 2 deve começar a ser vendido neste final de semana em lojas brasileiras — provavelmente na sexta-feira, 27 — quase dois meses depois da homologação pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
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domingo, 15 de maio de 2011
Exemplo como ferramenta de liderança e as novas leitoras do SCM
O MBA no Ibmec no Rio segue firme com duas disciplinas sendo tocadas em paralelo. No sábado retrasado tivemos algumas apresentações na turma de Gestão de Pessoas e foram trazidos alguns vídeos interessantes.
O primeiro deles, embora não pareça, fala sobre liderança. Faz muito tempo que acredito no "exemplo" como uma poderosa ferramenta de gestão, de liderança. Cansamos de ver líderes dizendo o que esperam de suas equipes com suas próprias ações apontando para a direção oposta - pode até funcionar, mas não é o ideal.
Este vídeo é ainda mais válido porque conto agora um novo grupo de leitoras muito especiais. Parte da time do SCM (Supply-chain Management) da empresa em que trabalho. Em um post recente sugeri que lessem uma matéria no NYTimes sobre o diretor mundial de SCM da HP e a crise desencadeada pelo terremoto seguido de tsunami no Japão.
Tenho certeza que gostarão do vídeo, afinal, sei que chegarão à liderança em algum momento da carreira e já nos dias de hoje exercem um papel muito especial: o papel de mãe.
O primeiro deles, embora não pareça, fala sobre liderança. Faz muito tempo que acredito no "exemplo" como uma poderosa ferramenta de gestão, de liderança. Cansamos de ver líderes dizendo o que esperam de suas equipes com suas próprias ações apontando para a direção oposta - pode até funcionar, mas não é o ideal.
Este vídeo é ainda mais válido porque conto agora um novo grupo de leitoras muito especiais. Parte da time do SCM (Supply-chain Management) da empresa em que trabalho. Em um post recente sugeri que lessem uma matéria no NYTimes sobre o diretor mundial de SCM da HP e a crise desencadeada pelo terremoto seguido de tsunami no Japão.
Tenho certeza que gostarão do vídeo, afinal, sei que chegarão à liderança em algum momento da carreira e já nos dias de hoje exercem um papel muito especial: o papel de mãe.
domingo, 24 de abril de 2011
Blog do Josias - Depois do otimismo do pré-sal, sobreveio o pré-caos
Desconfie do excesso de otimismo. Sempre! O otimista crônico é um cadáver mal informado. Tome-se o caso da Petrobras.
Depois da tempestade verborrágica, veio a cobrança. Sob Lula, a estatal foi às nuvens. Chegou a atear inveja no estrangeiro.
Em 2008, pré-candidata à Casa Branca, Hillary Clinton discursou: ''O Brasil investiu em pesquisa com cana-de-açúcar e hoje é autosuficiente em energia''.
Ao lero-lero da autosuficiência somou-se a grandiloquência do pré-sal. Tratou-se o óleo das profundezas do mar como se já estivesse no barril.
De repente, o pré-sal sumiu das manchetes. O noticiário agora ocupa-se do pré-caos.
Diretor-executivo do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), Adriano Pires deu nome ao fenômeno:
"A população pode não perceber, mas vivemos um estrangulamento do setor de combustíveis, um apagão".
Uma notícia produzida pela repórter Raquel Landim resumiu a encrenca que conduziu ao “apagão” de que fala o especialista.
O preço do etanol roça o céu. Desde o início de 2011, subiu 30% na bomba. Em movimento de autodefesa, os motoristas correram para a gasolina.
Resultado: além de álcool, começou faltar gasolina. A Petrobras e as usinas viram-se compelidas a importar os dois produtos.
Deve-se a elevação do preço do etanol à entressafra da cana e, sobretudo, a uma opção dos usineiros.
A cotação do açúcar, em alta, tornou-se convidativa. Dá mais dinheiro transformar a cana em pó do que em líquido.
Para complicar, houve um aumento da frota de automóveis. Lula convidou o brasileiro a consumir. O governo serviu um refresco de IPI às montadoras e estimulou o crédito.
Em 2010, licenciaram-se 3,52 milhões de veículos no país. O dobro do número de licenças emitidas em 2000: 1,49 milhão.
Hoje, rodam no Brasil 32,5 milhões de carros, ônibus e caminhões. O crescimento da frota não foi acompanhado de investimentos na produção de combustível.
No ano passado, consumiam-se 117,9 milhões de metros cúbicos de derivados de petróleo, 11% a mais do que foi produzido.
Até então, a oferta de combustíveis superava a demanda. A inversão da curva levou à importação. Numa palavra: faltou planejamento.
Do Blog do Josias
domingo, 17 de abril de 2011
Augusto Nunes - Direto ao Ponto
Em dezembro de 2008, o presidente da Vale, Roger Agnelli, anunciou que as medidas adotadas para sobreviver à crise econômica internacional incluiriam a demissão de 1.300 funcionários. Uma empresa privada não precisa pedir licença ao governo para tomar decisões do gênero. Um executivo como Agnelli não tem tempo a perder com consultas a políticos tão autoritários quanto ineptos. Mas no Brasil as coisas não funcionam assim. O maior dos governantes desde Tomé de Souza transformou o condutor da Vale em inimigo da pátria ─ e não sossegou até que Dilma Rousseff conseguisse demiti-lo por excesso de competência.
Nesta quinta-feira, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, confirmou que a Construtora Camargo Corrêa resolveu demitir 6.000 trabalhadores alojados nos canteiros de obras das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia. Como são dois colossos do Brasil Maravilha parido pelo PAC (PAC 1 ou PAC 2, jamais se saberá), decerto viriam duríssimas retaliações. Quantas cabeças rolariam na direção da Camargo Corrêa?, especulou-se por algumas horas. Nenhuma, apressou-se em comunicar Gilberto Carvalho.
“As demissões são naturais, até porque a Camargo Corrêa fez uma autocrítica e contratou mais gente que o adequado”, festejou o arauto da má notícia. Pela animação do secretário de Dilma, a multidão de desempregados talvez melhore a imagem do governo. Agnelli acabou perdendo o cargo por ter demitido 1.200 funcionários. Mas a Camargo Corrêa é uma boa companheira. Merece o endosso do governo. Por terem consumado um corte quase cinco vezes maior, os executivos da construtora não se limitaram a garantir o emprego. Também entraram na fila dos candidatos a ministro da Fazenda.
Leia a coluna do Augusto Nunes...
terça-feira, 12 de abril de 2011
Blog do Josias - Equipe econômica de Dilma virou um ‘saco de gatos’
Sob Dilma Rousseff, a equipe econômica converteu-se num vitoso saco de gatos. Os miados são dissonantes. As unhadas ocorrem sob refletores.
Na semana passada, falando a um grupo de 200 industrais, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, acionou as garras contra a política cambial do “seu” governo.
Disse que, a pretexto de conter a inflação, Brasília abandonou a ideia de segurar o câmbio. Algo que destrói a industria nacional. Convidou a audiência a reagir.
Mais: confidenciou à platéia que não está só. Acompanham-no na divergência os ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento) e Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia).
...
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Do modo como vem sendo exposto, o pensamento do governo torna-se biangular. As ideias são trapezóides. O diálogo é multidimensional. A gestão é estroboscópica.
Ou dona Dilma engaiola os gatos e põe ordem na casa ou ficará muito parecida com uma velha senhora: a mãe Joana.
Leia a íntegra no Blog do Josias...
Excelente notícia: fábrica da Apple no Brasil cada vez mais perto!
Muito bom, muito mesmo... Estou fazendo minha sessão diária de navegação na internet e me deparei com alguns textos que vou dividir por aqui e embora o título fale sobre a fábrica da Apple aqui no Brasil, vou acrescentar uma notinha sobre inovação na empresa Steve Jobs (aliás, um dos meus assuntos no TCC do Módulo Internacional na FGV).
Estava conversando com um amigo hoje sobre a necessidade que terei de planejar a atualização do meu "parque" de produtos Apple. Algo como trocar anualmente um dos itens e assim ter uma renovação completa a cada 3-4 anos. Com uma fábrica no Brasil terei condições de melhorar esse ciclo. Vamos aos textos (os 4 primeiro no site da EXAME e o último fui buscar lá fora pra ver o que andam dizendo no 9TO5Mac):
Estava conversando com um amigo hoje sobre a necessidade que terei de planejar a atualização do meu "parque" de produtos Apple. Algo como trocar anualmente um dos itens e assim ter uma renovação completa a cada 3-4 anos. Com uma fábrica no Brasil terei condições de melhorar esse ciclo. Vamos aos textos (os 4 primeiro no site da EXAME e o último fui buscar lá fora pra ver o que andam dizendo no 9TO5Mac):
Apple registra razão social de fábrica no Brasil
Mudança de nome da companhia na Junta Comercial de São Paulo inclui categoria Indústria e é o primeiro passo para a produção de aparelhos no país
Apple já prepara primeiros iPad nacionais
A Foxconn, que deverá fabricar o iPad no Brasil, já teria despachado, da China, os componentes para iniciar a montagem do tablet no país
Guerra contra Positivo faz Apple antecipar fábrica no Brasil
Empresa de Steve Jobs quer negociar tablets com o governo antes que a fabricante brasileira lance produto equivalente no mercado doméstico
Apple é a mais inovadora, mas gasta “pouco” em P&D, diz pesquisa
Pesquisa da consultoria Booz & Co. mostra que desempenho na inovação não está ligado ao valor do investimento
Apple is planning to build products in Brazil (Update: Debunked)
segunda-feira, 11 de abril de 2011
A "coletivização da inteligência". Desta vez nas "amarelas" da VEJA
Faz tempo que me despertei para um conceito que acho uma preciosidade: inteligência coletiva. Ou como prefiro chamar, passamos pela "coletivização"da inteligência, do conhecimento.
Escrevo sobre isso com alguma frequencia, em todas elas porque passo algum aperto em resolver problemas com celulares ou tenho acesso a um conhecimento que vale muito dinheiro inteiramente de graça... A internet nos propicia isso.
O seu conhecimento vem pra cá, o de seu vizinho, dos técnicos eletrônicos, filósofos, sociólogos, futurólogos, artistas, cineastas, costureiros, humoristas, empresários, analfabetos, crianças e por aí vai... Ao chegar aqui na rede, esse conhecimento vai sendo depurado, comentado e mais pessoas tem acesso de forma que existe hoje muita coisa que pode ser resolvida com uma simples busca no Google! Pense nisso... Mesmo sem saber muito pouco sobre a colossal montanha de conhecimento que o homem acumulou nos milhares anos de história, você pode responder à praticamente qualquer pergunta.
O que me fez relembrar o termo foi a excelente entrevista das "amarelas" da Veja desta semana com o canadense Don Tapscott. Confesso que não o conhecia, mas ao dizer coisas como "a internet nos dá acesso ao conhecimento contido no cérebro de outras pessoas em qualquer parte do mundo. Isso é uma revolução", ele diz algo que já nos acostumamos a ver e, por isso, pode passar despercebido.
Enfim, não deixem de ler a entrevista e refletir sobre o mundo em que vivemos.
Escrevo sobre isso com alguma frequencia, em todas elas porque passo algum aperto em resolver problemas com celulares ou tenho acesso a um conhecimento que vale muito dinheiro inteiramente de graça... A internet nos propicia isso.
O seu conhecimento vem pra cá, o de seu vizinho, dos técnicos eletrônicos, filósofos, sociólogos, futurólogos, artistas, cineastas, costureiros, humoristas, empresários, analfabetos, crianças e por aí vai... Ao chegar aqui na rede, esse conhecimento vai sendo depurado, comentado e mais pessoas tem acesso de forma que existe hoje muita coisa que pode ser resolvida com uma simples busca no Google! Pense nisso... Mesmo sem saber muito pouco sobre a colossal montanha de conhecimento que o homem acumulou nos milhares anos de história, você pode responder à praticamente qualquer pergunta.
O que me fez relembrar o termo foi a excelente entrevista das "amarelas" da Veja desta semana com o canadense Don Tapscott. Confesso que não o conhecia, mas ao dizer coisas como "a internet nos dá acesso ao conhecimento contido no cérebro de outras pessoas em qualquer parte do mundo. Isso é uma revolução", ele diz algo que já nos acostumamos a ver e, por isso, pode passar despercebido.
Enfim, não deixem de ler a entrevista e refletir sobre o mundo em que vivemos.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Tiros, dados e lembranças na chacina em Realengo
Muita coisa acontecendo nos temas em que tenho interesse, porém é impossível não citar o que aconteceu no Rio hoje, afinal, sei exatamente o que aquelas crianças passaram desde o momento em que viram o sujeito levantar a amar, ouviram os tiros, sentiram dor e (as que puderam) saíram correndo à procura de socorro - podem ter certeza: jamais esquecerão (as que sobreviveram) cada detalhe desse. Eu não só não me esqueci, como também não há um só, nestes 2799 dias em que não tenha me lembrado do que me aconteceu.
Acredito que mais do que um evento a "americana", este episódio nos remete ao sentimento de pessoas próximas a ataques terroristas (e o Brasil "potência", palco de grandiosos eventos no futuro próximo, terá de se preocupar com isso).
Um ponto que também me chamou a atenção foi o impacto dos milhares de "bits" mobilizados em favor da informação. Os que viram os telejornais, mesmo o JN na Globo, puderam acompanhar dezenas de vídeos amadores retirados no YouTube, enquanto inúmeras mensagens recheavam as redes sociais e "vazavam" para a grande mídia. Em tempo real, de graça...
Em questão de minutos (e, se me permitem, de minuto-a-minuto) o mundo inteiro foi apresentado ao fato que rivalizou com um novo tremor forte no Japão.
Entre os textos que li, gostaria de dividir o que está lá no Blog do Josias:
...
Meus sentimentos às vítimas e suas famílias.
Acredito que mais do que um evento a "americana", este episódio nos remete ao sentimento de pessoas próximas a ataques terroristas (e o Brasil "potência", palco de grandiosos eventos no futuro próximo, terá de se preocupar com isso).
Um ponto que também me chamou a atenção foi o impacto dos milhares de "bits" mobilizados em favor da informação. Os que viram os telejornais, mesmo o JN na Globo, puderam acompanhar dezenas de vídeos amadores retirados no YouTube, enquanto inúmeras mensagens recheavam as redes sociais e "vazavam" para a grande mídia. Em tempo real, de graça...
Em questão de minutos (e, se me permitem, de minuto-a-minuto) o mundo inteiro foi apresentado ao fato que rivalizou com um novo tremor forte no Japão.
Entre os textos que li, gostaria de dividir o que está lá no Blog do Josias:
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Vem daí, sobretudo, o frêmito de horror que eletrifica a nação. Isso era coisa de filme, era coisa de birutas norte-americanos, era coisa de Primeiro Mundo.
As chacinas brasileiras só ocorriam nos fundões da periferia. Os mortos eram estatísticas que a rotina confinou no rodapé das páginas de jornal.
O sangue que escorre na escola pública de Realengo é diferente. Poderia manchar o piso de escolas chiques de Higienópolis, de Ipanema, do Plano Piloto.
Nas velhas chacinas, o país assistia ao genocídio em conta-gotas como uma espécie de processo de auto-regulação da criminalidade e da pobreza.
A neochacina da escola violou a regra do jogo. Os cadáveres são palpáveis. Têm nome e sobrenome. São brasileiros como nós.
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Meus sentimentos às vítimas e suas famílias.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Acabei de postar o editorial do Estadão e me deparo com esta no site da Veja. Vamos ver como o mercado reagirá amanhã. Vou navegar pelos sites de negócios lá de fora pra ter uma pista...

Murilo Ferreira será o novo presidente da Vale
Roger Agnelli passará ao cargo ao escolhido pelo grupo controlador no próximo dia 22; decisão terá de ser ratificada pelo conselho de administração
Benedito Sverberi
Murilo Ferreira havia deixado a empresa no ano passado (Eduardo Monteiro/Exame)
Os acionistas controladores da Valepar enviaram à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta segunda-feira comunicado que confirma a escolha do administrador Murilo Pinto Ferreira, 58 anos, para o cargo de diretor presidente da multinacional brasileira. Representantes da Litel, Bradespar, BNDESpar, Mitsui e Elétron estiveram reunidos ao longo de todo o dia para selar adestituição de Roger Agnelli do posto, o que vai ocorrer no próximo dia 22, e escolher seu substituto. A decisão, segundo a Valepar, ainda precisa ser aprovada pelo conselho de administração da companhia.
Murilo Ferreira foi indicado, segundo o fato relevante, pelos acionistas controladores a partir de uma lista tríplice preparada por empresa internacional de seleção de executivos, em conformidade com as normas e o Estatuto da Valepar. Graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), o executivo é pós-graduado em Administração e Finanças pela FGV do Rio, e fez especialização em M&A pela IMD Business School, em Lausanne, na Suíça.
Ferreira já foi importante dirigente da Vale, onde trabalhou por 30 anos. De 2005 a 2008, foi diretor-executivo da empresa, tendo passado por divisões de alumínio, carvão, energia, siderurgia, entre outros. Também liderou investimentos na China. À semelhança de Tito Martins, que era o mais cotado para o cargo, presidiu a Vale Inco – mineradora de níquel canadense comprada pela mineradora brasileira – em 2007 e 2008.
O escolhido para dirigir a operação global da Vale deixou a empresa no ano passado. Um dos motivos que teriam levado à sua saída seria um desentendimento com um diretor ligado à Agnelli. Outra explicação é que Ferreira opôs-se à aquisição da mineradora anglo-suíça Xstrata, a sexta maior do mundo. O negócio não se concretizou, mas teria custado ao executivo certo desconforto dentro da empresa.
Desatinos contra a Vale
Fiquei de postar este texto ontem... Basta uma procura na ferramenta de busca aqui do Blog e verão que está em linha com o que penso. Abaixo segue o editorial do Estadão de ontem que eu peguei no Blog do Reinaldo Azevedo:
Derrubado o presidente da Vale, o governo estuda o próximo passo para impor seus interesses e suas concepções econômicas à maior empresa privada do Brasil, segunda maior mineradora do mundo e líder mundial na extração de minério de ferro. O Palácio do Planalto mandou o Ministério da Fazenda examinar uma forma de tributar a exportação do minério, para reduzir os embarques de matéria-prima e aumentar as vendas externas de aço, produto de maior valor agregado. Para isso a empresa teria de ampliar seu investimento em siderurgia. A decisão só será tomada depois dos estudos, informou ao Estado uma fonte ligada ao poder central. Segundo a mesma fonte, a presidente se mostraria sensível ao que era uma das obsessões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Derrubado o presidente da Vale, o governo estuda o próximo passo para impor seus interesses e suas concepções econômicas à maior empresa privada do Brasil, segunda maior mineradora do mundo e líder mundial na extração de minério de ferro. O Palácio do Planalto mandou o Ministério da Fazenda examinar uma forma de tributar a exportação do minério, para reduzir os embarques de matéria-prima e aumentar as vendas externas de aço, produto de maior valor agregado. Para isso a empresa teria de ampliar seu investimento em siderurgia. A decisão só será tomada depois dos estudos, informou ao Estado uma fonte ligada ao poder central. Segundo a mesma fonte, a presidente se mostraria sensível ao que era uma das obsessões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante mais de metade de seu segundo mandato, o presidente Lula se esforçou para mandar na Vale e, diante da resistência do presidente da empresa, passou a manobrar para derrubá-lo. Esta parte da tarefa já foi cumprida pela presidente Dilma Rousseff. O afastamento de Roger Agnelli foi anunciado oficialmente pela companhia na sexta-feira. Uma agência foi contratada para buscar e sugerir nomes para a substituição, mas alguns possíveis sucessores já têm sido mencionados por pessoas envolvidas no processo.
O novo presidente da Vale terá um mau começo, se aceitar previamente a interferência do governo. Se estiver disposto a receber ordens do Palácio do Planalto ou de qualquer Ministério, o governo nem precisará tributar o minério para forçar a empresa a investir mais em siderurgia. Ao mostrar submissão, esse presidente iniciará sua nova carreira já enfraquecido e enviará uma péssima informação ao mercado e aos acionistas particulares.
As manobras do governo para comandar a Vale têm sido motivadas por uma combinação de ideias estapafúrdias e de impulsos perigosos. É estapafúrdia, em primeiro lugar, a ideia de forçar maiores investimentos em siderurgia, quando o setor está com uma enorme capacidade ociosa - no País e no exterior. A presidente Dilma Rousseff saberia disso, se tivesse o trabalho de consultar os profissionais do setor. A Vale já investe na produção de aço, mas em ritmo compatível com uma estratégia racional.
Em segundo lugar, é um desatino a ideia de tributar a matéria-prima para forçar a exportação de produto de maior valor agregado. Essa tolice reaparece, de tempos em tempos, sob nova roupagem - estimulada, às vezes, por interesses privados. Há anos, empresas do setor calçadista convenceram o governo a tributar a exportação de um tipo de couro. O governo cedeu à esperteza de alguns e cometeu a bobagem. Um dos efeitos foi o desvio das exportações de couro brasileiro pelo Uruguai. O resultado poderia ter sido pior - a perda de mercados para os concorrentes.
Tributar a exportação de minério concederá uma vantagem aos concorrentes estrangeiros da Vale. Ninguém forçará uma grande potência importadora, como a China, a pagar mais pelo minério ou a comprar mais aço do Brasil por causa dessa manobra ridícula. Depois, a mera ideia de tributar matéria-prima para aumentar a exportação de bens de maior valor agregado é uma infantilidade. No máximo, a medida poderia ter algum efeito se o país tivesse o monopólio da matéria-prima. Não é o caso e, mesmo que fosse, o expediente seria discutível.
Se houvesse alguma inteligência nessa proposta, valeria a pena aplicá-la de forma radical. Por que não tributar também a exportação de aço, para favorecer a venda de automóveis, tratores e outros produtos fabricados com esse tipo de insumo? Por que não taxar o milho, a soja e a ração, para ampliar as vendas de carnes? Ou, ainda, por que não dificultar os embarques de café em grão - o Brasil é o maior exportador do mundo -, para multiplicar as vendas do produto instantâneo e do torrado? O desatino seria o mesmo em todos esses casos.
Mas o governo pode ter outros motivos, também, para mandar numa empresa como a Vale. Orientar seus investimentos para este ou aquele Estado ou município pode ser uma forma de distribuir enormes favores. E, se a ordem é conceder benefícios à custa de uma grande companhia, por que privar os aliados de mais alguns bons empregos?
segunda-feira, 28 de março de 2011
Veja Online - Saída de Agnelli da Vale pode manchar a imagem do Brasil
Vitória governista na luta para tirar Roger Agnelli da presidência da mineradora deve ser mal recebida por investidores e prejudicar reputação do país
Roger Agnelli: em dez anos de gestão, lucro da Vale cresceu 903% (Germano Luders/Exame)
“A reputação do país será prejudicada. Toda a idéia de que estamos construindo um governo responsável, que obedece as regras do jogo, será muito abalada”, afirmou o ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega
Após mais de uma semana de incertezas, a saída do presidente da Vale, Roger Agnelli, foi finalmente acertada. Segundo o colunista de VEJA, Lauro Jardim, a decisão está tomada, mas só será executada quando o contrato do executivo vencer, em maio. Agnelli lutou para se manter à frente da segunda maior empresa do Brasil (e a maior de capital privado), com receita superior a 85 bilhões de reais, mas inimizades acumuladas em seus dez anos como presidente parecem ter vencido a queda de braço. Especialistas alertam que o cenário arquitetado pelo Planalto para a retirada do executivo inclui planos para, finalmente, interferir nos projetos da Vale e deve servir de motor para que uma onda de hostilidade se abata não somente sobre a companhia, mas sobre o Brasil.
A briga de Agnelli para se manter no cargo não foi simples. De temperamento difícil, por vezes explosivo e truculento, ele nunca foi alvo fácil para seus adversários. Executivo de carreira do Bradesco, Agnelli foi indicado à presidência da mineradora pelo próprio banco em 2001. Ao longo de sua gestão, conseguiu aumentar o lucro da companhia de 3 bilhões de reais para 30,1 bilhões de reais. Tamanha eficiência técnica, no entanto, foi insuficiente para agradar ao governo. Desde sua privatização, em 1997, a Vale é cobiçada pelo Partido dos Trabalhadores (que, a propósito, foi contra o movimento e tentou brigar por uma reestatização na época).
Leiam mais no Veja Online...
terça-feira, 22 de março de 2011
Blog do Mendonça de Barros - Economia incrivelmente à nossa disposição
Sou um entusiasta da Internet e dos blogs. Acredito piamente que há oportunidades incríveis de desenvolvimento e crescimento pessoal e profissional por meio do contato com o conhecimento de iluminados que jamais teríamos acesso.
É claro que os livros continuam aí (mesmo em formato digital) para cumprir essa missão, mas ter à disposição as reflexões e opiniões, devidamente explicadas, de uma autoridade como o Mendonça de Barros, em um assunto que saiu "ontem", só pode receber a classificação de "incrível". Por isso, fiquem abaixo com mais um post muito válido, principalmente para Economistas, Administradores e Gestores.
Reflexões sobre a inflação neste início de mandato da presidente Dilma
Luiz Carlos Mendonça de Barros
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Na semana passada fiz algumas reflexões sobre a ata da última reunião do COPOM, mostrando as evidências de uma mudança importante na operação do sistema de metas de inflação implantado em 1999, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso. Prometi então ao leitor deste Blog aprofundar minhas avaliações sobre a natureza da aceleração da inflação na passagem de 2010 para 2011. Infelizmente os dias agitados nos mercados financeiros que se seguiram aos desastres que atingiram o Japão me mantiveram afastados deste Blog nesta semana. Neste domingo, com uma certa previsibilidade voltando às minhas atividades profissionais posso cumprir minha promessa.
A dinâmica da inflação que vive o Brasil neste inicio de mandato de um novo presidente é bastante complexa. As pressões sobre os preços – tanto no nível do consumidor como dos produtores – têm origem em fenômenos econômicos de várias naturezas e que impactam, em conjunto, a sua dinâmica. O mais importante grupo de forças que agem na direção de preços maiores tem sua origem nos desequilíbrios entre oferta e procura que estão acontecendo tanto ao nível do varejo como no do atacado. Os economistas usam o conceito de absorção interna para quantificar as forças de demanda que nascem do consumo interno, dos investimentos de empresas privadas e entes estatais e das exportações. Isto é feito para dimensionar o total das pressões que agem sobre a capacidade produtiva de uma economia como a brasileira. Para se chegar ao efeito liquido destas forças é preciso considerar também a oferta de bens e serviços representadas pelas importações e que são usadas para atender a demanda total.
A demanda agregada é um conceito macro, isto é, não procura tratar do equilíbrio entre oferta e procura na dimensão micro de cada um dos mercados de fatores de produção, como mão de obra, energia elétrica, capacidade dos portos do país, das ferrovias e das estradas por exemplo. Em certos momentos é preciso – para entender a dinâmica da inflação – analisar o equilíbrio de oferta e procura pelo menos em alguns destes mercados. Sabemos que, por exemplo,os salários são um dos mecanismos mais importantes de transmissão dos aumentos de preços em uma economia com escassez de mão de obra qualificada.
Leiam mais no Blog do Mendonça de Barros.
sábado, 19 de março de 2011
Terremoto local, impacto global - Mais uma evidência do nosso mundo plano
Abaixo segue uma dica de leitura aos que se interessam por Cadeia de Suprimentos e Supply Chain Management. Leitura obrigatória para a minha SPOC preferida no SCM da Subsea 7 (que tem chances de estar um dia na pele do Sr. Prophet).
Trata-se de um artigo do New York Times mostrando o impacto do desastre japonês na cadeia de global de fornecimento à industria eletrônica. Imagine-se na pele de um executivo como o apresentado na matéria. Acordado às 3 horas da manhã com a notícia que parte do seus fornecedores foi severamente atingida por um terremoto (sem falar no Tsunami que viria em seguida).
No mundo cada vez mais plano em que vivemos é uma questão a se pensar em cada seguimento de atividade. Qual o seu ramo de atividade? De onde vem a matéria-prima que sua empresa usa? Você é fornecedor de serviço, os equipamentos que você usa vêm de onde? Pensou? Pois é, um dia essa "onda" pode te pegar...
Ah, se você nem trabalha ainda, mas está na esperança por um iPad 2, sinta-se um privilegiado. Você está presenciando a história diante dos seus olhos. Exatamente agora, tem muita gente suando camisa e queimando neurônios para que seu iPad 2 chegue até as suas mãos são e salvo. Duvida? Dá uma olhada na matéria:
Stress Test for the Global Supply Chain
Trata-se de um artigo do New York Times mostrando o impacto do desastre japonês na cadeia de global de fornecimento à industria eletrônica. Imagine-se na pele de um executivo como o apresentado na matéria. Acordado às 3 horas da manhã com a notícia que parte do seus fornecedores foi severamente atingida por um terremoto (sem falar no Tsunami que viria em seguida).
No mundo cada vez mais plano em que vivemos é uma questão a se pensar em cada seguimento de atividade. Qual o seu ramo de atividade? De onde vem a matéria-prima que sua empresa usa? Você é fornecedor de serviço, os equipamentos que você usa vêm de onde? Pensou? Pois é, um dia essa "onda" pode te pegar...
Ah, se você nem trabalha ainda, mas está na esperança por um iPad 2, sinta-se um privilegiado. Você está presenciando a história diante dos seus olhos. Exatamente agora, tem muita gente suando camisa e queimando neurônios para que seu iPad 2 chegue até as suas mãos são e salvo. Duvida? Dá uma olhada na matéria:
Stress Test for the Global Supply Chain
TONY PROPHET, a senior vice president for operations at Hewlett-Packard, was awakened at 3:30 a.m. in California and was told that an earthquake and tsunami had struck Japan. Soon after, Mr. Prophet had set up a virtual “situation room,” so managers in Japan, Taiwan and America could instantly share information.
Mr. Prophet oversees all hardware purchasing for H.P.’s $65-billion-a-year global supply chain, which feeds its huge manufacturing engine. The company’s factories churn out two personal computers a second, two printers a second and one data-center computer every 15 seconds.
While other H.P. staff members checked on the company’s workers in Japan — none of whom were injured in the disaster — Mr. Prophet and his team scrambled to define the impact on the company’s suppliers in Japan and, if necessary, to draft backup plans. “It’s too early to tell, and we’re not going to pretend to predict the outcome,” Mr. Prophet said in an interview on Thursday. “It’s like being in an emergency room, doing triage.”
Leiam mais no New York Times.
Obama - Poder, de verdade
Leiam abaixo e releiam com atenção. Dizem que o Presidente americano (qualquer que seja ele) é o homem mais poderoso do mundo.
A notícia não me parece "fantasiosa" ou "inventiva", por isso pergunto: após ler e reler, eu parei para pensar sobre o poder que o cara tem. E você?
Do Folha Online
O presidente dos EUA, Barack Obama, deu o seu aval à ofensiva militar contra a Líbia durante um encontro privado com a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, na manhã de hoje, no Palácio do Planalto.
A notícia não me parece "fantasiosa" ou "inventiva", por isso pergunto: após ler e reler, eu parei para pensar sobre o poder que o cara tem. E você?
Do Folha Online
19/03/2011 - 15h22
Obama deu aval ao ataque na Líbia durante encontro com Dilma
FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA
Segundo a Folha apurou, enquanto os dois presidentes conversavam, um assessor americano entrou na sala com um bilhete. Obama leu e disse que as "providências" teriam de ser tomadas.
Em seguida, explicou a Dilma que o assunto se referia à Líbia e que ele estava dando o apoio para que as forças aliadas abrissem fogo contra as tropas comandadas pelo ditador do país africano, Muammar Gaddafi.
terça-feira, 15 de março de 2011
EXAME.com: Dilma quer blindar Vale na troca de comando
Comentei ontem à tarde o texto... Fico indignado. Percebam que não adianta a presidente "querer" blindar a Vale. O fato do governo se meter na história mostra a ingerência política reinará. Será uma pena, pois a Vale não possui petróleo e não poderá se valer da máxima que o 2o melhor negócio do mundo é um petrolífera mal administrada.
O governo Dilma tem toda a vida pela frente. Veremos quais serão as consequencias desta decisão, mais ou menos, no final de seu período. Querem apostar? Seguem abaixo um trecho do texto e meu comentário:
O governo Dilma tem toda a vida pela frente. Veremos quais serão as consequencias desta decisão, mais ou menos, no final de seu período. Querem apostar? Seguem abaixo um trecho do texto e meu comentário:
Dilma quer blindar Vale na troca de comando
A presidente, a exemplo de Lula, gostaria de ver um perfil diferente no comando da empresa: alguém que seguisse a estratégia ditada pelo Planalto, como faz a Petrobras
Comentários (3)Views (4065)
Germano Lüders/EXAME.com
Há um novo executivo cotado para substituir Roger Agnelli na Vale: trata-se do presidente da Suzano Papel e Celulose, Antônio Maciel Neto
Brasília - A presidente Dilma Rousseff está convencida de que é preciso trocar o comando da mineradora Vale, mas quer blindar a companhia do apetite político, para não causar turbulência no mercado nem impacto nas ações da companhia na Bolsa de Valores. Agora, há um novo executivo cotado para substituir Roger Agnelli na Vale: trata-se do presidente da Suzano Papel e Celulose, Antônio Maciel Neto.
Brasília - A presidente Dilma Rousseff está convencida de que é preciso trocar o comando da mineradora Vale, mas quer blindar a companhia do apetite político, para não causar turbulência no mercado nem impacto nas ações da companhia na Bolsa de Valores. Agora, há um novo executivo cotado para substituir Roger Agnelli na Vale: trata-se do presidente da Suzano Papel e Celulose, Antônio Maciel Neto.
O nome de Maciel, ex-presidente da Ford do Brasil, circula no Palácio do Planalto e também nas negociações com os acionistas, mas o governo sabe que a substituição não será uma operação fácil. Agnelli não quer sair e a Vale está em boa situação: é líder mundial na produção de minério de ferro e, no ano passado, atingiu o segundo maior lucro da história entre as empresas de capital aberto (R$ 30,1 bilhões), só perdendo para a Petrobras. Leiam mais no site EXAME.com.
Elerson Nogueira
Lamentável... A empresa é "teoricamente" privada. Quanto de lucro teria o Agnelli de entregar? Afinal, o fundos de pensão invistiram o capital de seus associados pra isso: lucro. Pergunte a um funcionário do BB ou Petrobras o que ele prefere? Sobre o lucro da Vale ainda é preciso lembrar que só ficou atrás da Petrobras porque a receita da petrolífera é muitas vezes maior? Em termos percentuais a história é outra. É uma pena que o futuro de um companhia, que deveria servir de exemplo ao setor público, esteja nas mãos de um governo como o do PT.
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