segunda-feira, 29 de outubro de 2007
O poder dos blogs - Revista EXAME
. Engadget (www.engadget.com) - Traz os principais lançamentos de produtos tecnológicos e é provavelmente o blog com maior audiência em todo o mundo.
. Gizmodo (www.gizmodo.com) - Concorrete direto do Engadget, faz parte da rede de blogs tecnológicos Gawker Media (www.gawker.com)
. Boing Boing (www.boingboing.net) - Blog coletivo -- conta com pelo menos uma dezena de autores --, traz comentários sobre atualidades e política e notícias bizarras
. Techcrunch (www.techcrunch.com) - É o blog mais influente do Vale do Silício. Traz informações em primeira mão sobre novas empresas de tecnologia
. The Huffington Post (www.huffingtonpost.com) - Outro blog que conta com diversos autores e se especializa em comentários políticos
. Interney (www.interney.net) - É a central de blogs que mais se aproxima de grandes grupos americanos. Reúne sob um mesmo guarda-chuva cerca de 20 blogs -- número que não pára de crescer
sábado, 27 de outubro de 2007
DIAS AGITADOS 3/3
DIAS AGITADOS 2/3
"A abertura de capital da Bolsa de Valores de São Paulo está sendo a maior abertura de capital de uma bolsa na história do mercado acionário mundial. No melhor momento do dia até agora, as ações cravaram uma valorização de 53%. Lançadas a 23 reais, elas chegaram a ser negociadas a um máximo de 35,20 reais. A euforia foi tão grande que levou o Ìndice Bovespa à maior marca de sua história, superando 64 000 pontos.
O evento de abertura foi uma festa, com direito a discursos emocionados dos principais executivos da Bolsa e grande divulgação na imprensa. Foi um sucesso de crítica e de público, e as ações deverão continuar sendo um dos destaques do pregão. Os especialistas acreditam em algumas quedas nos próximos dias quando passar a euforia dos compradores de primeira viagem e quando as corretoras de valores venderem todas as ações que receberam em troca das cartas-patente que possuíam.
E depois? "Depois, a Bolsa vai ser uma empresa concorrendo em um mercado em expansão", diz um profissional que conhece bem o setor. A Bovespa é uma empresa que enche de água a boca de qualquer investidor: tem um monopólio de operações em um mercado em expansão, não tem concorrentes diretos e pode ter seu controle adquirido por algum grande concorrente internacional, como a Bolsa de Nova York, Chicago, Londres, Cingapura ou Xangai.
Claro, não há apenas pontos positivos. Com a abertura de capital, a Bolsa perdeu um importante ativo intangível: o poder de veto sobre iniciativas de outros mercados - leia-se Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). "Agora, nada impede que a BM&F lance um mercado de ações para concorrer com a Bovespa", diz um banqueiro de investimentos. Sua conclusão: o caminho não será tão suave para a Bolsa no futuro.
Então as ações são ruins? Longe disso: os papéis da Bovespa deve firmar-se como um dos principais títulos do mercado em breve, e as apostas são de que eles deverão ter uma liquidez tão elevada que devem integrar a próxima carteira teórica do ìndice Bovespa. Mesmo assim, como toda empresa nova de um setor estreante no mercado, a Bovespa estréia na Bovespa com o desafio de deixar de ser uma instituição - um clube de corretoras - para tornar-se uma empresa que precisa gerar resultados e tem acionistas e, principalmente, concorrentes.
É uma boa ação: mas, como todo papel de uma empresa nova, sujeito a solavancos. E a recomendação é atenção às oscilações de preço."
Não foram só as ações da BOVESPA que subiram forte. O mercado, no geral, também disparou. Petrobras e Vale, as ações mais negociadas do Brasil subiram em torno de 3% e 5%, respectivamente. O dólar deu mais um mergulho e o índice BOVESPA atingiu um novo recorde. Tem muita gente ganhando dinheiro com isso... Muito mesmo.
O mercado já esqueceu 2007. Esse ano já acabou pra ele. O que tinha de dar, já deu... O fato é que toda movimentação é dada em cima de perspectivas futuras e nesse ponto 2008 parece despontar como mais um bom ano para os investidores no Brasil.
DIAS AGITADOS 1/3

Muito bem... Escrevo do dia 27/10, sábado, depois de alguns dias bem agitados.
Sei que vou escrever muito (são assuntos diversos), por isso vou dividir em partes e colocar nos títulos dos posts a ordem de cada comentário.
Vou começar com o meu aniversário. Dia 25, quinta-feira, comemorei 32 anos bem vividos... Teria sido um dia comum se eu não tivesse ficado em casa trabalhando. Como assim trabalhando em casa?
Choveu horrores aqui em Macaé durante toda a tarde e noite anteriores. Já na madrugada minha rua estava inundada e a situação pela manhã é a que vocês vêem na foto acima.
Como não tinha nem barco e nem caminhão, fui obrigado a montar meu escritório em casa. Com micro, internet, telefone e uma pessoa apoiando no escritório, descobri que, pelo menos na minha função, a empresa pode montar um daqueles programas work-at-home. Naquele dia ganhei de aniversário uma demonstração contundente que o mundo vem mesmo se tornando plano. Eu poderia estar do outro lado do mundo, mas minhas atividades na empresa teriam sido tocadas do mesmo jeito.
A água foi descendo no decorrer da noite de quinta pra sexta e consegui sair de casa...
Ainda na noite de quinta pra sexta-feira me propus o desafio de buscar na minha memória o meu registro mais antigo de lembrança. Consegui imagens interessantes.
Sou capaz de me lembrar de eventos que antecederam o nascimento do meu irmão em 1980. Lembro-me dos móveis de minha casa na época, de quando eu e minha mãe íamos ao ponto de ônibus esperar meu pai ou então quando ele chegava numa bicicleta roxa... Lembro-me de passagens na TV: Speed Racer, Carga Pesada, o Bem Amado, Eu Prometo, e por aí vai...
Sem perceber fui caminhando no tempo com minha mente. Em 80 meu irmão nasceu, em 81 comecei estudar (eu acho), 82 a copa da Espanha (ajudei desenhar o Laranjito na rua), 83 nos mudamos para Vitória-ES, em 84 foi meu último ano em colégio público, comecei aprender a tocar escaleta e um pouco depois violão. Em 85 mudei para o CEV (Centro Educacional Valparaíso), 86 a copa do México (dizia a canção: mexe-mexe-mexe-coração), 87 entrei na 5a série e passei a ter aulas com professores diferentes, 88 a 6a e fui vice-presidente do Grêmio, 89 a 7a como Diretor Esportivo, 90 a primeira comissão da formatura. Em 90 também tivemos o fiasco na Copa da Itália. 91 entrei na Escola Técnica, 92 parti pra rua e ajudei a derrubar um presidente (corri pra casa e consegui ver o último voto. Foi de um parlamentar mineiro). Em 93 já trabalhava, estudava e fazia cursinho pré-vestibular. Fui assaltado duas vezes. 94 foi um grande ano. Muitas emoções. Mudei-me pra Viçosa, comecei um novo namoro e ganhamos uma Copa! 95 e 96 foram no vácuo. Em 97 terminei e embalei outro namoro que se encerrou em seguida. Me tornei presidente da Empresa Júnior de Engenharia de Agrimensura. Em 98 Diretor Técnico. 99 Entrei pra Comissão de Formatura. Época das Festas e em 2000 o grande momento: a formatura. Fui o feliz orador, representando centenas de pessoas. 2001 fui para o Floripa e em seguida para o Rio Grande do Sul, aliás, me pergunto até porque sai de lá... 2002 São Paulo. Em 2003, o ano que mudou definitivamente minha vida, vieram um novo emprego e os tiros. 2004 uma namorada nova, 2005 o noivado e a vinda para Macaé. Em 2006 o início do MBA onde me tornei (adivinha?!) representante de turma. Em 2006 veio também o casamento. Em 2007... Bom, por enquanto esse ano deve ser lembrado como o final do meu MBA e o início de suas conseqüências para a minha carreira... Ufa!
32 Anos em pouco mais de 30 minutos. Como passa rápida. Essas memórias parecem ter sido de pouco tempo passado...
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
FGV-RJ entre as melhores do mundo

O centro de educação para negócios "The Aspen Institute", em Nova Iorque, divulgou recentemente sua pesquisa bienal e um ranking de escolas de negócios "Beyond Grey Pinstripes 2007-2008". Entre as 100 melhores instituições do mundo, a Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro, ocupou o 79º lugar. O objetivo do ranking é destacar programas de MBA inovadores que integram questões ambientais e sociais. Fonte: Insight
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
MBA - E as aulas acabaram (As fotos coloco hoje a noite)

Depois de 29 disciplinas posso dizer que acabou... 116 dias de aulas e outros tantos de trabalhos e provas e, assim, as 23:00 h de ontem, terça-feira, terminaram as aulas de nosso curso de MBA. É bem verdade que ainda temos o TCC, mas nossas segundas e terças não serão mais as mesmas. Pro bem ou pro mal.
É bom que venha um período de reflexão: com o que aprendi até aqui, posso considerar os objetivos atingidos para o curso? O que vem a seguir? Novo emprego, nova função? Quais relacionamentos (fora Evelyne e Guilherme, e Linda e Carlos) durarão mais? São tantas as perguntas que nem é bom fazê-las todas de uma vez.
Se há algo em que saímos ganhando foi a turma. É comentário geral (professores, secretárias, alunos transferidas) que formamos um bom grupo, unido e capacitado. Estudamos juntos sempre que possível e ajudamos os que precisaram no decorrer do caminho. Caminho este que não foi fácil. Alguns sacrificaram suas atividades na empresa, outros a família e o casamento.
O que dá pra falar é que tivemos uma oportunidade extraordinária de aprendizado. Bons professores e bons companheiros de estudos. E isso, em si, já é um ganho!
De minha parte posso adiantar que atingi meu objetivo. Graças a essa combinação de aprendizado e amizades sou uma pessoa (e um profissional) melhor do que era antes de iniciar o curso. Obrigado por fazerem parte dessa história.
E quanto a vocês? O que ganharam “com isso”?
Sucesso pra nós,
Elerson
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Estreia no kart!
Tenho boas experiências na busca de alternativas para reduzir o stress. Corrida, caminhada, natação, ficar de bobeira, massagem e a maior delas: andar de montanha russa. Encarei o kart desta forma.
Ao chegar lá a tendência foi por avaliar o negócio (quem diria). Estimar o investimento inicial, o potencial para desenvolvimento e as possibilidades de sucesso. Numa análise superficial ficamos apenas com a impressão do que vemos, mas me arrisco a dizer que o projeto tem futuro, mas essa fase inicial terá papel fundamental. A combinação de marketing bem feito (e aqui não estou falando só de divulgação, mas também de políticas de fidelização, experiência para o consumidor e uma sintonia fina no preço, entre outros) e serviço bem prestado.
Com o passar do tempo a análise ambiental foi sendo substituída pela tensão da prova. Era preciso me concentrar para a estréia e ficamos observando a disputa anterior na tentativa de encontrar fórmulas que levassem à vitória.
Tivemos um pequeno briefing com o básico das regras e dicas, vestimos os equipamentos necessários e aceleramos... O resultado vocês acompanham nas fotos abaixo (já era noite e nossa fotógrafa não teve acesso à pista).
Meu desempenho como piloto na estréia deixou a desejar. Tenho muito que aprender, mas meu amigo Ramon bateu o recorde da pista.
Durante e um pouco depois da corrida não há preocupações com casa, trabalho, estudos... A adrenalina está lá em cima e a sensação é incrível. Recomendo.
sábado, 13 de outubro de 2007
FGV: A 3a melhor escola de negócios do país

Nesse momento de reflexão sobre minha carreira, vem em boa hora a notícia de que a FGV foi eleita a 3a melhor escola de negócios do país e emplacou cursos em todas as categorias (inclusive o que eu faço). Vejam abaixo o início da reportagem sobre a FGV na edição atual da Revista Você SA.
Máquina de ensino
Com atuação nacional, a FGV dá aula de negócios para 25 000 alunos e se sobressai como uma das melhores escolas do país
Por Luciana Filizzola, do Rio de Janeiro
Presente em 90 cidades em todos os estados do país e com mais de 800 turmas em andamento, que somam nada menos que 25 000 alunos, a Fundação Getulio Vargas (FGV) é uma verdadeira máquina de ensino. Pelo menos 100 000 executivos já se formaram em seus cursos de pós-graduação desde a fundação do FGV Management, programa de educação continuada criado em 1999 e que hoje dispõe de 30 instituições conveniadas. “Nossa missão é contribuir para o desenvolvimento do país por meio da educação”, diz Ricardo Spinelli, diretor executivo do FGV Management. “Por isso, estamos sempre em busca de quantidade aliada à qualidade”, afirma.
Esse é o principal desafio da FGV, com sede no Rio de Janeiro e com centros próprios em São Paulo e Brasília. Levar o mesmo conteúdo com o mesmo nível de excelência em todos os estados brasileiros não é uma tarefa simples. A cada ano, a instituição trabalha para garantir essa qualidade. Primeiro, criou uma central que monitora como as aulas são ministradas. As provas também passaram a ser centralizadas, assim o nível de cobrança passou a ser o mesmo para alunos de Salvador ou de Porto Alegre. Para padronizar ainda mais o ensino, a FGV lança, desde 2003, coleções de livros didáticos para seus cursos de MBA. São quatro séries, com dez livros cada: Gestão Empresarial, Marketing, Gestão de Pessoas e Gerenciamento de Projetos. Os livros levam os nomes dos cursos. Outros títulos já estão sendo desenvolvidos e assim será até completar toda a grade da escola. O próximo lançamento deve ser a série Gestão Financeira.
Cada livro é escrito por quatro professores da FGV. O corpo docente, aliás, composto por 800 especialistas (cerca de 75% são mestres ou doutores), é o grande responsável por manter essa unidade acadêmica. Esse time viaja o Brasil todo para dar aulas. “O quadro de professores é sem dúvida nenhuma um dos diferenciais da FGV”, diz Ricardo. “Ao viajar para vários cantos do país, eles contribuem muito para a qualidade do nosso ensino.” Os alunos também destacam a competência e qualidade dos professores como um dos diferenciais da escola. “Os professores são muito bem preparados e existe um ótimo relacionamento entre nós e eles”, afirma Rodrigo Fernandes e Fernandes, controler do Grupo Atlântica, em São Luiz, no Maranhão, e aluno do MBA de Finanças, 5o colocado no ranking VOCÊ S/A.
12 de Outubro: 507 Anos no Grau

Ontem foi dia 12 de outubro... Feriado nacional.
Pra mim a data tem um grande significado: completam-se 7 anos de minha formatura. Aquele 12/10/2000 foi um dia espetacular. Nós alunos, pais e parentes, amigos, namorados e cônjuges, estávamos todos lá, Viçosa-MG, para celebrar a vitória alcançada e desfrutar dos últimos momentos juntos.
Na verdade foi um final de semana espetacular: na quinta-feira Colação de Grau, Baile na sexta (e que baile: começou às 22:00 e terminou perto das 11:00 da manhã) e finalmente um churrasco no sábado.
Grande parte de nossas amizades daquela época foram mantidas. Algumas mesmo que distantes continuam fortes e outras se acomodaram a espera de uma oportunidade para (re)aflorarem. O certo é que nenhum de nós é capaz de esquecer aqueles dias.
De minha parte faço uma avaliação positiva de minha vida e carreira. Nestes 7 anos não fiquei rico, mas não houve uma semana sequer em que fiquei sem trabalho (as primeiras férias só vieram em 2003). Trabalhei em todos os estados da Região Sudeste e também Rio Grande do Sul e Santa Catarina e ainda conheci a maioria dos outros estados brasileiros. Ao todo foram 4 empresas diferentes...
Aprendi muito nesse período e nos últimos dois anos esse movimento tem se intensificado (descobri o gosto genuíno pelos estudos). Falta pouco para terminar meu MBA pela FGV (eleita na semana passada a 3a melhor escola de negócios do Brasil), com uma passagem pela Universidade da Califórnia (sua escola de negócios foi eleita a 49a do mundo em 2006) e voltei as aulas de Inglês. O resultado é muito positivo.
No campo pessoal também cresci muito. De um jovem solteiro com bom salário , pouco planejamento e muito gasto, fui levado a refletir três meses sobre minha vida após os tiros que vieram a reboque de uma tentativa de assalto em São Paulo. Dificilmente alguém sai da mesma maneira que entrou de um episódio desses. Hoje estou casado, sem filhos e devo parte de minha estabilidade aos hábitos que vieram nesse período de mudança.
Minha crença no futuro é a mesma de 7 anos atrás. Será de vitórias. Disse isso em meu discurso e na entrevista que dei à rede de televisão da cidade. Não disse que seria fácil e nem imediato, e olhando sob a perspectiva do que já passou, posso garantir aos que formaram comigo: continuem lutando.
PS. Parabéns também aos Agrônomos. Dia 12 de outubro também é o dia deles.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Encontrei o Blog da Inovação
Se você tem alguma curiosidade por Inovação eu o incentivo a ir em frente. Pode ser que no Brasil demore um pouco pra coisa andar, mas mesmo sem se darem conta, a Inovação já vem se tornando um diferencial das empresas (quer sejam grandes, médias ou pequenas).
E pra essas pessoas eu indico um site que acabei de encontrar. O Blog da Inovação (clique aqui para acessar). Não descobri quem escreve, mas tem coisa muito boa, por exemplo, há um carro que voa a uma altura de 5 metros do solo e atinge a velocidade de 80 km/h. Mentira? Lá você encontrará um link para assistir o vídeo no site do fabricante (que produz outros modelos) e por algo entre 90 mil e 125 mil doletas poderá ter um na sua casa...
Não deixem de ir...
domingo, 30 de setembro de 2007
Jogos de Negócios: um round depois...

Muito bem, encerrei minha participação no primeiro round no IP Masters. Sabe em que lugar fiquei? Adivinha?... Os que me conhecem devem ter pensado: Primeiríssimo lugar. A resposta correta é: não sei. Isso mesmo: não sei...
Comecei comprando três empresas (duas de produção de motores e uma de lâmpadas) bem baratas para ter um portifólio mais variado. Joguei o investimento em Marketing lá em cima (10%), afinal o jogo estava começando (a idéia era ir baixando com o passar do tempo). Como o jogo é em inglês e há uma série de jargões que não compreendi, fui tomando algumas descisões experimentais, mas todas elas visando aumentar o meu caixa para comprar empresas maiores. O problema é que enquanto isso meus concorrentes foram investindo em aumento de produção e fui perdendo marketshare. Mudei então o foco para aumentar a produção e como não consegui encontrar informações sobre estoque considerei que toda minha produção era vendida. Foi um momento muito difícil no jogo: abandonei minha estratégia inicial, vi meu endividamento aumentar e meu marketshare continuava a cair, embora minha ações continuassem subindo, pois ainda gerava lucro. Descobri que meus concorrentes capitalizados tinham condições de produzir muito mais que eu e assim (e não com investimentos em MKT) ganhavam marketshare e de quebra aumentavam receitas...
Nesse momento, decidi vender minha empresa com menor participação de mercado, uma das de motores que já estava com míseros 5,00% de participação de mercado quando o potencial era 50%. Perdi IP$20M (IP Dollar é a moeda do jogo) e minha ações caíram 40% num único tick (aquele que penso ser equivalente a um trimestre). Como se vê, o mercado não encarou minha descisão com bons olhos...
Já estava no tick 58, faltavam dois pra acabar o round e descobrir como eu me sairia (na verdade já tnha jogado a toalha e estava apenas acompanhando o desenrolar dos fatos). Minhas duas outras empresas estava em segundo lugar em seus mercados...
Bom, neste exato momento, minha conexão caiu... Como eu queria ter uma banda larga de verdade. Inacreditavelmente ela aguentou quase uma hora e faltando apenas dois minutinhos ela caiu... (Saudade dos EUA).
Sei o que você está pensando: caramba. Perdi meu tempo lendo esse post até aqui pra no final descobrir que a conexão caiu? Pois é, fiz isso pra você ter uma noção do que aconteceu comigo. Sei o que você está sentindo. Relaxa. Vai passar...
De minha parte vou continuar aguardando a Oi (ex-Telemar) tomar vergonha na cara e disponibilizar o Velox aqui em casa, daí me dedicarei mais ao jogos.
De qualquer forma recomendo a brincadeira e aguardo comentários com o desempenho de vocês.
Um forte abraço.
Jogos de Negócios: está chegando a hora...
Voltando ao Jogos de Negócios, estive ontem procurando informações sobre a disciplina na internet e encontrei duas versões de Jogos que gostaria de dividir com vocês.
A primeira chama-se IndustryPlayer (http://www.industryplayer.com/download.php). Parece ser um game tradicional, pois já está na versão 5.52 e pode ser baixado para PC que possuam o sistema Windows (não é meu caso). Você se torna diretor de uma holding com alguma grana para investir nos setores que bem entender e a partir daí, a cada rodada, toma decisões diversas sobre preço, produção, efetivo de pessoasl, entre outros. Diante de seus desempenho as ações de sua empresa sobrem ou descem na bolsa... Muito interessante e você pode jogar em rede via internet.
A segunda opção (http://www.masters-industryplayer.com/) vai na mesma linha, porém a plataforma é inteiramente via web, i.e., você só joga conectado na internet. Em compensação, não se depende do Windows.
Durante o dia há “rounds” de uma hora com 60 “ticks“ (parece-me que cada tick equivale a um trimestre). Cada round acontece em um setor diferente da economia (Indústria Automobilística, Petróleo e Gás, Agricultura, etc ) e você vai comprando empresas nesses diferentes setores para competir com outras pessoas espalhadas pelo mundo em tempo real!
Agora, por exemplo, são 11:56 da manhã de domingo e faltam três minutos para iniciar um round sobre a indústria de Appliances. Deve estar relacionado a fabricantes de eletro-domesticos, ferramentas ou algo do tipo. O outro round, uma hora depois é sobre a Indústria Eletrônica (computadores, TVs, PDAs, celulares, etc).
Agora vou jogar e depois conto pra vocês como me saí...
Sucesso pra mim e pra nós.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Privatizemos a Petrobras e o Banco do Brasil já!

Recentemente entrei na discussão do tema "a Vale é nossa". No post exibi meus argumentos a favor da privatização e em seguida publiquei um texto do jornalista Cláudio Gradilone, da Revista Exame, um velho conhecido de quem frequenta esse espaço desde o início.
Desta vez termino a semana com mais um texto dele, que não deixa dúvidas, na minha opinião, sobre as vantagens de entregar uma empresa (qualquer que seja) a quem, de fato, tem condições de administrá-la. E olha que "número de empregos" não fez parte da análise (claro que estou de dizendo empregos de verdade e não aquele inchaço típico das estatais).
Como moro na Capital Nacional do Petróleo, cercado pela Petrobras por onde quer que eu olhe, tenho noção um pouco melhor para concordar com ele em relação à sua Privatização. Aproveitem o texto e lembrem-se: respeito as opiniões em contrário.
A Vale do Rio Doce é uma das maiores mineradoras mundiais. Uma empresa brasileira, que surgiu a partir de sábios investimentos estatais. Nos anos 40, o governo federal viu a importância de desenvolver a extração mineral brasileira, e apostou pesado na Vale do Rio Doce. Hoje, muitos anos depois - e dez anos depois de ter sido privatizada - a Vale é a melhor prova de que o Estado é mau gestor, os governos são péssimos administradores e que privatizar, assim como emagrecer, faz bem.
Quer ver? A Economàtica, uma empresa especializada em informações sobre companhias abertas, comparou com exclusividade para o blog a Vale do Rio Doce anterior à privatização com a Vale de hoje. A mudança foi de água (de torneira, com gosto de algas que infestam a represa) para vinho de primeira categoria. Poucos números bastam para a comparação:
- o faturamento subiu de 2,6 bilhões de reais para mais de 34 bilhões de reais, um aumento de 1.200%, em moeda constante, ou seja, a preços de 2007.
- o lucro líquido subiu de 224 milhões de reais para 10,9 bilhões de reais, um aumento de 4.800%.
- a rentabilidade patrimonial - ou seja, o quanto ganhou um investidor que investiu na Vale - subiu de 1,1% em 1996 (ùltimo ano da empresa estatal) par 23,7% em 2007.
- finalmente, o volume negociado das ações da Vale subiu de 15,7 milhões de reais por dia em 1996 para 574 milhões de reais por dia em 2007, também em moeda constante.
Os críticos da privatização diriam que a Vale conseguiria resultados tão bons de qualquer maneira, devido à elevação dos preços do minério de ferro. Sem dúvida, os resultados teriam melhorado mesmo se a Vale permanecesse estatal, mas não nessa proporção.
A melhora nos resultados da Vale pode ser classificada como impressionante. Não por acaso, o valor de mercado da companhia aproxima-se do valor de mercado da Petrobras, ainda segundo cálculos da Economática. Hoje, a estatal brasileira do petróleo vale 291 bilhões de reais na Bolsa. A mineradora vale 286 bilhões, dados do dia 27 de setembro.
Por isso, vale a pena defender, com unhas e dentes, a privatização imediata da Petrobras e do Banco do Brasil, além de todas as outras estatais com ações negociadas em bolsa. Só assim os acionistas e investidores poderão, de fato, participar dos resultados de boas empresas. A libertação do controle estatal vai permitir que os milhares de bons funcionários dessas corporações realizem melhor seu trabalho, sem terem de se preocupar com os limites da gestão estatal - isso sem falar na tragédia das indicações políticas para cargos executivos.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Pregão paulista acompanha cenário de alta no exterior

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta nesta quarta-feira (26/9) e já ultrapassou o patamar dos 59.000 pontos, o que pode significar o segundo recorde após o fim das turbulências com a crise das hipotecas americanas, deflagrada em julho. Por volta das 12h50, o Ibovespa, principal indicador do pregão, subia 1,3% e marcava 59.622 pontos.
O volume negociado até esse momento era de 2,063 bilhões de reais, referentes a 78.794 negócios. As maiores altas eram registradas pelas ações ordinárias da Gafisa (4,07%), Cyrela (3,13%) e Sabesp (3,12%). Já as maiores quedas ficavam por conta das ordinárias da Natura (-0,89%), Gol (-0,51%) e Embraer (-0,42%).
Ontem, a Bovespa já havia cravado o seu 34º recorde, ao fechar em 58.857 pontos, com alta de 0,24%. Na segunda-feira (24/9), o pregão também havia alcançado uma marca histórica, 58.719, algo que não ocorria desde 19 de julho, às vésperas da eclosão da crise das hipotecas de segunda linha dos Estados Unidos.
A Bovespa acompanha a tendência de alta das bolsas americanas. O fim da greve dos funcionários da General Motors, anunciado hoje, animou os investidores. Os papéis da montadora foram o destaque do início do dia em Nova York, com alta de 8%. Por volta das 10h40, o índice Dow Jones da bolsa novaiorquina subia 0,54%, a 13.852 pontos, e o Nasdaq ganhava 0,55%, a 2.698 pontos.
Com informações da Agência Estado.
domingo, 23 de setembro de 2007
Gaúcho: mais um blogueiro no mundo

Desde que conheci o Professor Cristovão Pereira (www.cristovaopereira.blogspot.com) ele se tornou uma espécie de Coach pra mim. Foi dele o incetivo para a criação deste Blog, o empurrão que faltava para me tornar mais um feliz proprietário de um Mac e vez ou outra trocamos e-mails sobre os assuntos que tratamos nos nossos Blogs. Além disso costumo ligar nos momentos em que preciso de conselhos na carreira...
O interessante é perceber que após algum tempo, através do meu exemplo, três novos blogueiros vieram ao mundo e é possível que exista mais alguns em "incubação".
Já havia falado sobre meus amigos Fabrício Medeiros (www.fabricioambr.blogspot.com) e Paulo Chavarelli (www.vidaexecutiva.blogspot.com) e agora apresento meu amigo (esse também um grande, um dos meus melhores amigos) Giovanno Pretto. Mais conhecido como Gaúcho (www.gpretto.blogspot.com).
O Gaúcho estudou Agronomia em Viçosa e atualmente trabalha no banco espanho Santander.
Fico feliz em ter servido de incentivo a essa ação de meus companheiros e continuo recomendando: Façam vocês um Blog.
Sucesso pra nós.
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Criatividade x Inovação
Reflexões sobre Inovação

Amanhã, sábado, é dia de estudar Inovação... Já sei, alguns devem pensar que estou batendo muito nessa tecla, talvez por isso o número de leitores deu uma reduzida nos últimos dias, mas não posso deixar de dividir com os poucos que sobraram.
Já estou no Rio, buscando textos e refletindo sobre o tema e o papel dos líderes nesse contexto.
Encontrei uma reportagem da Você S/A sobre a palestra do Consultor Oscar Motomura na Career Fair. Acompanhem abaixo...
Pronto para o futuro
Já parou para refletir sobre como será a liderança nas próximas décadas? O consultor Oscar Motomura desafia você a pensar (seriamente) nisso
Por Daniela Diniz
Apesar de não aprovar o título de guru, o consultor Oscar Motomura, da Amana- Key, já influenciou mais de 30 000 executivos que passaram por seu espaço de treinamento, em São Paulo.O que ele faz? Desafia, instiga, provoca. Foi com esse tom de provocação que Oscar conduziu os líderes de hoje e de amanhã a refletir sobre seu papel no futuro, durante sua apresentação na Career Fair, a feira de carreira da VOCÊ S/A, que aconteceu em maio deste ano e reuniu 600 executivos. "Fazer sucesso num contexto de passado é muito fácil; o difícil é fazer sucesso num ambiente que a gente não tem a menor idéia do que pode acontecer", diz Oscar. "Precisamos ter a capacidade de criar soluções inéditas para os desafios que vão surgir nos próximos anos." Para criar essas soluções inéditas, é preciso desenvolver o que ele chama de competência durável, "a capacidade de resolver problemas complexos com alta velocidade". Foi esse conceito que ele levantou durante a Career Fair. A seguir, 12 provocações de Oscar para fazer você, líder de hoje, pensar na liderança de amanhã. Detalhe: não se trata de receita, mas de insights. "Abolimos as receitas há décadas", diz Oscar. "Provocamos reflexões."
1 Embriões de inovação. Muito se fala sobre inovação, mas pouco se pratica. É preciso arriscar e gerar um bom número de experimentos pioneiros.Se não der certo,você ganhará em aprendizagem.Em compensação, os que terão sucesso poderão ser os "carros-chefes" do futuro.
Veja toda a matéria aqui.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Resumo: Effective Innovation

Dias desses escrevi sobre meu trabalho de conclusão do curso em Irvine, CA. O Assunto é Inovação... Mas não o lenga, lenga que ouvimos por aí (muitas vezes nos induzindo ao erro). Inovação é hoje vital para as empresas e deve ser vista como uma forma de gerar lucro. Tão somente isso.
Antes de continuar reforço que é um erro acharmos que quando se fala em Inovação está-se falando de uma graaaaande invenção ou um produto totalmente novo na praça. É claro que o iPhone, por si so, se enquandra nesse comentário, mas Inovação não se limita só aos saltos. Faz parte dos pequenos ganhos que vão gerando mais eficiência, mais qualidade, além de redução de custo em produtos e também serviços, modelos de negócios, processos de produção, enfim, a empresa como um todo... Abaixo o uma primeira versão do resumo do nosso trabalho:
Uma pesquisa realizada em 2006 pela consultoria americana Boston Consulting Group (BCG) em parceria com a revista Business Week, com 1070 presidentes de empresas dos mais diferentes setores, colocou em números uma espécie de novo mantra dos negócios – 81% dos executivos afirmaram que a inovação é um dos três pilares estratégicos de suas empresas. Entretanto, o conceito de Inovação ainda é muito confundido e discutido. Há quem acredite que Inovação esteja ligada apenas a grandes invenções como o iPod ou o iPhone (ambos produtos realmente inovadores da Apple).
Hoje a Inovação atinge qualquer ramo da organização e geralmente representa uma série de ganhos incrementais não apenas em produtos, mas também em processos e modelo de negócios.
O objetivo deste trabalho é tratar, a partir do que foi aprendido no módulo Innovation for Brazilian executive Program em Irvine-CA, do tema Inovação Efetiva, para resultados. Definindo conceitos e mostrando que a verdadeira Inovação é a que traz – diretamente ou indiretamente – lucros. O que leva a empresas como Google e Apple a ser consideradas as mais inovadoras do mundo, mesmo não sendo as que mais gastam em Inovação.
Serão apresentados ferramentas e modelos para implementar, acompanhar e medir os resultados da Inovação nas empresas.
Por tratar de Inovação serão apresentados como anexos uma entrevista em áudio com os autores da pesquisa do BCG, o estudo em si e um relatório do Banco Mundial sobre o tema.
sábado, 15 de setembro de 2007
MASA - A melhor empresa para se trabalhar no Brasil
No ano passado a trajetória da empresa já chamava a atenção. Por exemplo, há um sistema em que todas as sugestões, desde aquelas que tratam sobre a temperatura do cafezinho, são implementadas. Em um ano chegam a ser implantadas 15.000 sugestões!
Abaixo o texto inicial do Guia... Ah! Parabéns à MASA!
Masa é a melhor empresa para trabalhar em 2007
É a primeira vez, em onze anos de Guia, que uma empresa conquista o bicampeonato consecutivo
Ulisses segura o troféu e comemora com seus mais antigos colaboradores
Por Amanda Salim
Você S/A A Masa da Amazônia é eleita a melhor empresa para trabalhar do país. A fabricante de componentes plásticos para eletrodomésticos, sediada em Manaus, foi a estrela de ontem, na festa da 11ª edição que premiou as 150 Melhores Empresas para Trabalhar em 2007.
Ao som de muitos aplausos, cornetas e buzinas, o diretor-presidente da empresa, Ulisses Tapajós, fez um discurso emocionante e contou como a valorização das pessoas levou a empresa ao primeiro bicampeonato do Guia Exame / Você S/A. A empresa acaba de sair de uma crise, mas está mais forte ainda. "Para mim, os funcionários são a solução, não o problema", disse. Com ele, subiram ao palco os quatro funcionários mais antigos da casa, todos com mais de 20 anos de empresa. A idéia é que eles representassem os 946 "guerreiros" que estavam em Manaus.
As melhores empresas selecionadas no Guia Você S/A - Exame deste ano são uma fonte de aprendizado sobre como superar o desafio de tocar a gestão de pessoas. Juntas, as campeãs de 2007 empregam 451 000 funcionários e têm faturamento de 397 bilhões de reais.
EMPRESAS GRANDES
(acima de 1500 funcionários)
Maior e com mais variáveis
Dificuldade para gerir muita gente traz profissionalização dos processos
3M
Accenture
Accor
Amanco
AmBev
Aracruz
ArcelorMittal
Banco Real
Basf
Bradesco
Braskem
BV Financeira
Cargill
CNH
Cecrisa
CEMIG
Citi
Copacol
CPFL
CTA Continental
Dow Brasil
Eurofarma
Fras-Le
GE do Brasil
HP Brasil
IBM Brasil
KPMG
Lojas Renner
Losango
Magazine Luíza
Marcopolo
Marisol Nordeste
Mc Donalds
Monsanto
Móveis Gazin
Natura
Nextel
Pepsico
Plascar
Sanofi-Aventis
Siemens
Souza Cruz
Ultragaz
Unibanco
Unilever
WEG
Whirlpool
Xerox
Zema
EMPRESAS MÉDIAS
(entre 501 e 1500 funcionários)
Elas estão no meio termo
A percepção dos funcionários não é tão boa com nas empresas pequenas e as políticas e práticas de gestão ainda ficam a dever
AES Sul
AleSat
Ampla
Aon
Apsen
ArvinMeritor LVS
Assoc. Comercial de São Paulo
Bic Banco
Brascabos
Brasilata
Certel
CIEE
Clean
Coats
Coelce
Copagaz
Datasul
Grupo Morena Rosa
Hospital A.C. Camargo
Hospital Brasília
International Paper
Janssen-Cilag
Mantecorp
Medley
Mosaic
Pellegrino
Publicar
Refap
Resil Minas
Springer
Syngenta Proteção de Cultivos
Tecfil
Tecnisa
Tempo Serviços
Unimed Rio
Usina Cerradinho
Visanet Brasil
EMPRESAS PEQUENAS
(de 100 a 501 funcionários)
Elas não fazem pouco
Quando o assunto é satisfazer os funcionários, as pequenas mandam bem seu recado, mas precisam profissionalizar a gestão
AES Tietê
Affinia
Agro Amazônia
Amil Assistência Médica Internacional
Amil Brasília
ATP
Balestro
Brasil, Salomão & Matthes
Carbocloro
Casa Sol
Cemar Legrand
Central Nacional Unimed
Eletronorte
ESPM –
Expresso 2000
Expresso Medianeira
FMC Químic
Instituto de Pesquisas Eldorado
Kaizen
KBH & C
Kraton
Laboratório Sabin
Lanxess
Leucotron
Marelli Móveis para Escritório
Martin-Brower
Microsoft
Odontoprev
Phito Fórmulas
Pormade
PPE Invex
Prudential
Recofarma
Resil Comercial
Rhede Transformadores
Rohm and Haas
Saccaro Móveis
São Bernardo Saúde
São Marco
Sfil
Sheraton Porto Alegre
Sicredi Região dos Vales
Synteko
Thyssen Krupp Bilstein
Todeschini
Totvs Logocenter
U & M
Unimed Blumenau
Unimed Cuiabá
Unimed Missões
Unimed São Carlos
Unimed VTRP
Zambon
Zanzini
domingo, 9 de setembro de 2007
Relembrar é preciso...
Finalizando sobre "A Vale é nossa"
A bobagem da reestatização da Vale do Rio Doce
Vários leitores, entre eles o Eduardo, escreveram perguntando sobre a proposta de reestatização da Companhia Vale do Rio Doce. Essa idéia foi aprovada no último Congresso do PT, que terminou domingo, dia 2 de setembro e está sendo discutida em um plebiscito. A preocupação dos leitores - em sua maioria acionistas da Vale do Rio Doce - é se isso pode acontecer.
A pergunta é boa e pertinente. Qual a chance de reestatizar a Vale? Antes de mais nada, é bom saber duas coisas:
1) ao contrário do que dizem os críticos, a venda da Vale foi legal, pois o Congresso Nacional aprovou uma lei que permitia ao governo vender suas empresas para abater sua dívida. Claro, nem tudo é perfeito: a lei foi aprovada durante o mandato de um presidente destituído por ladroagem e que só não gramou uma merecidíssima temporada atrás das grades porque a peça de acusação foi mal-ajambrada. Mas, mesmo assim, é lei que vale.
2) já o plebiscito que pede a reestatização da companhia pode ter valor político, mas não legal. Para ter valor legal, ele precisaria ter sido convocado pelas autoridades e monitorado pela Justiça Eleitoral, como aconteceu com o plebiscito sobre a adoção do parlamentarismo em 1993 ou o referendo sobre o controle da venda de armas de fogo em 2005. Isso não ocorreu. Assim, mesmo que toda a população brasileira votasse a favor reestatização, essa decisão não teria valor legal.
Mas, vamos supor - teoricamente, é claro - que ocorra o improvável fato de 100 milhões de brasileiros votarem pela reestatização da Vale e que, ouvindo a voz rouca das ruas, o governo resolvesse fazer isso. Seria possível, legalmente?
A resposta é sim. Há três formas de o governo fazer isso:
- educadamente, ou seja, comprando as ações ordinárias que estão em circulação no mercado e assumindo novamente o controle da companhia, o que custaria uma fortuna. Claro, teoricamente também é possível comprar todas as ações em circulação, o que custaria umas quatro fortunas. Seria o menos prejudicial para os acionistas, mas teria um altíssimo custo político.
- grosseiramente, ou seja, não renovando as concessões minerais da empresa. Todo o subsolo brasileiro pertence ao Estado, e só é possível explorá-lo obtendo direitos de lavra no Departamento Nacional de Produção Mineral. Assim, seria possível não renovar as concessões de lavra da Vale e transferi-los para uma nova empresa, estatal. A Vale não seria exatamente reestatizada, mas definharia até tornar-se uma fração do que é hoje.
- na base da porrada, ou seja, simplesmente desapropriando o controle da Vale de seus acionistas. A desapropriação é permitida ao Estado em algumas condições pela Constituição. Mais ou menos como Hugo Chávez está fazendo na Venezuela, nossa ditadura vizinha.
Isso é legalmente possível. Mas será provável? Acredito que não. Reestatizar uma empresa que foi a melhor prova de que a privatização gera riquezas sociais seria um suicídio político e econômico. O governante que fizesse isso teria de enfrentar uma maciça fuga de recursos estrangeiros e nacionais da economia brasileira, pois todos os compradores de empresas privatizadas passariam a temer por seus investimentos e poderiam decidir desinjvestir e tirar seus recursos do país. E nosso presidente pode tropeçar nas concordâncias verbais de vez em quando, mas é um homem muito inteligente, especialmente em termos políticos.
Ou seja, deixemos os que propõe a reestatização da Vale na categoria de analfabetos econômicos. Vamos conceder-lhes o benefício da dúvida e supor que sejam pessoas bem intencionadas, que visem o bem comum. E também vamos exercitar a virtude cristã do perdão com relação a eles, que não sabem a o tamanho da bobagem que estão dizendo.
Valeu?
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
terça-feira, 4 de setembro de 2007
A Vale é nossa! (Era só o que faltava...)

Hoje me deparei com uma pequena urna na porta da Petrobras em Macaé. Entre outras opções ara voto estava lá o "A Vale é nossa!", o plebiscito que pretende jogar a segunda maior mineradora mundo nas mãos do governo. Será que está faltando lugar pra colocar tantos apadrinhados?
Se querem que a Vale seja de vocês é possível se tornar acionista por a partir de R$100,00... Minha parte eu já tenho.
Abaixo um texto do jornalista Reinaldo Azevedo, colunista e blogueiro da Revista Veja. E antes que venha a primeira pedra ressalto que respeito as opiniões em contrário (mas não preciso de mais do que 2 minutos para te deixar na dúvida).
É mais safadeza do que ideologia
Poucas coisas são tão indecorosas quanto a decisão do PT de abraçar a “causa” da reestatização da Vale do Rio Doce. É claro que isso não vai acontecer. É ainda mais claro que o governo não moverá uma palha por isso. Mas interessa manter acionado este botão quente da política. E notem: isso foi aprovado no 3º Congresso do PT com a anuência de Lula. Por que digo isso? Seu homem ali, Ricardo Berzoini, caiu fora na hora da votação e deixou rolar. Está se armando uma palavra de ordem para as campanhas eleitorais de 2008 e de 2010.
Inicialmente, essa bobagem surgiu nos partidos de extrema esquerda — PSTU e PSOL. O PT logo percebeu uma boa causa para mobilizar a estupidez nacional. Na campanha eleitoral de 2006, o “estatismo” se transformou em propaganda eleitoral, e a oposição não conseguiu responder ao ataque. Leiam o post abaixo, em que há o relato de uma leitora de Curitiba. A campanha já está organizada. Na "igreja progressista", quem manda é o PT.
E, como sempre acontece nesses casos, a ignorância específica é gigantesca. Já atingiu até este blog, notoriamente hostil à esquerdopatia. Afirma-se, com a mais alva estupidez, que o Brasil vendeu as suas reservas de minério de ferro... Santo Deus! Tudo o que está no subsolo brasileiro, leitor, incluindo o subsolo do solo sobre o qual está a sua cama, pertence à União, conforme está claro na Constituição. Que reservas de minério elevem o preço da Vale na Bolsa de Valores, é óbvio e, mais do que tudo, desejável. Sinal de que a empresa poderá se expandir quando elas forem exploradas. Mas atenção: esses minérios NÃO SÃO da Vale. Assim como o petróleo NÃO É da Petrobras.
Qual é o valor de uma empresa? É aquele pelo qual ela pode ser vendida — e há coisas que não têm preço. Por exemplo: a Pipoca Maria, a minha vira-lata, não tem valor de mercado. Eu não vendo. Nem por toda a Vale do Rio Doce. Pronto. Quanto foi que a Vale, depois de privatizada, trouxe de investimentos para o país e quanto ela rende de divisas? Esse valor tem de entrar no preço da “privatização”, e não apenas aquele pelo qual ela foi vendida em 1997.
Ainda que os economistas do PT fossem idiotas — e idiotas eles não são —, é claro que eles sabem disso. O mesmo vale para a Telebras. Aos R$ 22 bilhões da venda, há que se somar o que as empresas de telefonia investiram nesse período. Alguém realmente acredita que a Internet seria o que é hoje no Brasil se a empresa continuasse dando prejuízo nas mãos do estado? Sem a Vale e a Telebras, os “companheiros” já se empenharam em aparelhar até a portaria das empresas públicas. Imaginem com as duas gigantes. Só na Telebras, os cargos de confiança eram... 70!!!
Ai diz um outro leitor: “Todo mundo no Brasil tem telefone, mas o brasileiro não pode pagar a tarifa...” É mesmo? Quer dizer que as empresas crescem por causa da inadimplência? Em 1996, mudei-me de Brasília para São Paulo: paguei US$ 6 mil por uma linha fixa. Era um bairro nobre da cidade. No pobre Sapopemba, na Zona Leste, custava US$ 7 mil... Sim, as empresas que vendiam telefones dolarizavam o preço. Sete anos depois, mudei de apartamento e pedi apenas para desligarem a linha. Felizmente, não valia mais um tostão furado. Quando eu a “comprei”, era um dos 20 milhões de brasileiros com telefone. Quando mandei desligar, eles já eram mais de 100 milhões (incluindo as telefonias fixa e móvel).
Não é por acaso que dois palhaços animavam o 3º Congresso do PT. Aliás, como disse Lulavitch Apedeutakoba, é mesmo uma injustiça com a “cathiguria”. Os palhaços são ao menos divertidos. Os petistas são apenas nocivos.
Por Reinaldo Azevedo | 04:37
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
iPhone - O desbloqueio made in Brazil

O analista de sistemas paulista George Kharrat, 26 anos, diz ser o primeiro brasileiro a desbloquear um iPhone. Ele usou o método criado pelo adolescente americano George Hotz. Mas não é tarefa para qualquer um: é preciso abrir o iPhone, entender um pouco de computação e ter bastante coragem, porque a brincadeira pode terminar com o aparelho quebrado.
E, é claro, é preciso ter um iPhone na mão. Kharrat comprou o dele em Nova York, em julho, numa viagem de férias com a família. Estava usando o aparelho como tocador de MP3 e acessando a internet por redes Wi-Fi. Mas, desde a madrugada de segunda, depois de uma cirurgia que levou quatro horas, ele já consegue usá-lo também como telefone. Os incrédulos podem conferir a demonstração no Youtube.
Uma das provas de que esse método de desbloqueio não é para qualquer um é o fato de que Kharrat já tem alguma experiência no assunto. Ele já tinha feito o mesmo com aparelhos de outras marcas. "Mas o iPhone é muito mais complexo, pois ele se comporta como um computador." Ele diz que esperava gastar duas horas no procedimento, mas levou o dobro. "Além de várias latinhas de Red Bull e muita concentração". Kharrat vinha seguindo as discussões online com interesse. "Surgiu uma espécie de tropa de elite de gente querendo furar o bloqueio. Era quase birra", diz ele, com referência ao acordo da Apple com a AT&T, que era, até alguns dias atrás, a única operadora em que o aparelho funcionava. Quando surgiu um método comprovadamente eficaz, decidiu tentar.
O passo-a-passo está descrito em português no site que Kharrat criou, o iPhonemodbrasil, ou em diversos outros, com mais detalhes, em inglês. Kharrat, que diz que não é fã da Apple -- muito pelo contrário, ele diz que "odiava" os produtos da empresa --, tem outros quatro na fila para o desbloqueio, todos de sua família. Ele não pretende fazer o serviço para outros. Mas nem todas as esperanças estão perdidas. Se você está se coçando para ter o aparelho eletrônico mais hypado de todos os tempos, pode comprar o iPhone de Kharrat. Ele está à venda no Mercado Livre, em um leilão. Na tarde de hoje, o preço estava em 3 050 reais. Fui checar o link e, para minha supresa, o produto desapareceu. Liguei para Kharrat de novo. Ele recebeu uma proposta de 4 000 reais, em dinheiro, e vai vender o iPhone.
Quem não quiser correr o risco de estragar seu precioso gadget pode esperar alguns dias pelo software que promete fazer o mesmo de forma mais, digamos, indolor. Quem ainda não tem um iPhone só precisa ter um pouco de paciência. O gênio saiu da garrafa. Agora, ele vai se espalhar pelo mundo muito antes do cronograma estabelecido pela Apple.
Publicado em 29/08/2007 - 17:15
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Esses Meninos do Google...
Sky, o novo programa do Google, permite a observação
de milhões de constelações e galáxias pela web
Carlos Rydlewski

Fabian Bimmer/AP
Samuel Widmann, do Google Earth, apresenta o Sky no planetário de Hamburgo: um telescópio virtual
A internet transformou-se no maior observatório astronômico existente no planeta. Na semana passada, o Google lançou o Sky, uma extensão do Google Earth, que permite a visualização de 100 milhões de estrelas e 200 milhões de galáxias. As ferramentas disponíveis no programa oferecem a qualquer usuário da web uma visão do universo antes só possível para astrônomos profissionais. "Agora, todos podem apreciar, explorar e descobrir a nossa frágil posição neste enorme e estranho universo", resumiu Francisco Diego, do departamento de física e astronomia da Universidade de Londres, que colaborou com o projeto. Versátil, o software está disponível em treze idiomas, incluindo o português, e não exige grande capacidade de memória ou de processamento do computador.
É possível encontrar no Sky todas as constelações do firmamento, da Cassiopéia, cujos principais astros formam um "W", até Órion. No céu do Google são identificados todos os nomes e desenhos desses grupos de corpos celestes, com as estrelas que os compõem. Para circular pelo cosmo, usa-se um joystick virtual, localizado na parte superior direita da tela. O dispositivo permite que se mergulhe no universo, como nos filmes que mostram viagens estelares feitas na velocidade da luz. As estrelas são vistas em três dimensões à medida que se aproximam e são ultrapassadas. O joystick também permite movimentos laterais do trecho observado do céu. Nesses deslocamentos, a sensação é a de estar num planetário.

Mergulho no espaço: página do Sky mostra informações e a órbita da Lua e de Netuno, sobre a imagem de grupos de constelações
Uma função do Sky foi batizada de Quintal Astronômico. Ela destaca as estrelas, as galáxias e as nebulosas que podem ser vistas a olho nu ou com o auxílio de binóculos e pequenos telescópios. Tem como objetivo ajudar as pessoas, principalmente os astrônomos amadores, a reconhecer com maior facilidade áreas do céu à noite. O programa conta com 120 fotos em alta resolução, feitas pelo telescópio Hubble, a mais potente máquina usada para produzir imagens do espaço. Foi com a utilização desse equipamento que os pesquisadores conseguiram comprovar a existência de buracos negros no núcleo das galáxias e entender o processo de nascimento e morte das estrelas. Quando se clica sobre uma dessas fotos, a tela mostra um quadro com textos informativos, retirados do banco de dados da agência espacial americana, a Nasa. O programa também está conectado diretamente à Wikipédia, a enciclopédia da web.
O Sky permite observar a trajetória desenhada no céu pelos planetas do sistema solar durante um período de dois meses. É possível, por exemplo, localizar Netuno no firmamento em um determinado dia e hora. Ou identificar a posição da Lua e mostrar em que fase estava o satélite naquele momento. Os astronautas virtuais podem ainda usar o Sky para fazer turismo pelas galáxias saltando da Via Láctea para Andrômeda ou para as Nuvens de Magalhães. Ou até realizar uma jornada passando por todo o ciclo de vida de uma estrela. Para colocar o universo dentro do computador, o Sky utilizou imagens da Nasa e de seis observatórios internacionais. Por meio de softwares específicos, as fotos foram agrupadas umas ao lado das outras até que se formasse uma imagem nítida de cada recanto conhecido do universo – uma construção semelhante à executada com as imagens de satélite da superfície da Terra no Google Earth.
Divulgação

Um passeio em 3D no guia virtual do Google Maps: por enquanto, só em cidades americanas
A estrutura do Sky, criada por engenheiros do Google especialmente interessados em astronomia, sediados em Pittsburgh, nos Estados Unidos, será aprimorada e enriquecida por meio de iniciativas da empresa do Vale do Silício e também por ação direta de usuários da internet. Isso já acontece com todos os serviços da empresa que unem geografia, imagens e internet, como o Google Earth, que acumula mais de 200 milhões de downloads, e o Google Maps. Lançada no fim de maio, uma das novidades mais impressionantes do programa de mapas é o Google Maps Street View. O recurso permite que uma pessoa observe uma rua – com as fachadas das lojas, as casas e os carros – como se estivesse circulando pela calçada. É possível realizar giros de 360 graus. O mais interessante é que, nesses movimentos, as imagens não são quebradas, mas contínuas. Para conseguir esse efeito, fotos de ruas de nove cidades americanas, onde o serviço está disponível, foram feitas por uma câmera especial, com onze objetivas e onze sensores, montada num dodecaedro, um objeto com doze faces, e instalada no teto de um carro. Com esse tipo de mapa, será possível conhecer em detalhes uma cidade sem sair da frente do computador. Isso, claro, para quem não quiser dar uma voltinha pelo universo.
NASA

Nebulosa do Caranguejo: Sky inclui 120 imagens como esta, feitas pelo Hubble
Para toda a reportagem clique aqui
Empresas onde todos se divertem
1.jpg)
O Professor Kanitz é pra mim uma fonte de inspiração. Já estive em uma de suas palestras e leio sempre seus artigos. A indicação do site Filantropia.org aí do lado é um reflexo disso... Abaixo se gue um texte interessante sobre Gestão de Pessoas.
Por 25 anos analisei as mil maiores empresas do Brasil, e muitos professores de administração me perguntam como eu classificaria as companhias brasileiras com base nessa experiência. Daria um livro, mas, resumindo em uma única página, diria que existem cinco tipos de empresa no país.
A empresa Tipo A é aquela na qual somente o dono se diverte. Tudo gira em torno dele, tudo é feito do jeito dele. Ele é o verdadeiro Deus de sua companhia e assim consegue implantar rapidamente sua visão do negócio. É o "empresário bem-sucedido" que aparece em capa de revistas, invariavelmente sozinho. É o dono da verdade, de tudo e de todos. Não preciso dizer que os demais integrantes dessas empresas não se divertem nem um pouco, não é esse seu objetivo.
A empresa Tipo B é aquela em que somente os filhos do dono se divertem. O pai, com 95 anos, ainda a controla com mão-de-ferro, mas isso já não é tão fácil como antigamente. Ele está ficando gagá, só que não percebe e já não se diverte como antes. Nunca quis fazer a transição de uma empresa familiar para uma profissional, muito menos entregar a companhia aos filhos. A fim de manter-se no poder, comprou-lhes iates e BMWs e deu-lhes cargos no conselho para fazer absolutamente nada. Não conseguindo salário compatível em nenhum outro lugar, os filhos resignados se deleitam fazendo cruzeiros mundo afora. No fundo, são os únicos que se divertem.
A empresa Tipo C é aquela onde ninguém mais se diverte. O pai de 95 anos finalmente morreu sem deixar uma equipe de administradores profissionais que pudesse salvar a companhia. Os filhos, chamados às pressas do Caribe, começam a brigar entre si, porque também só entendem de iates e BMWs. A empresa vai de mal a pior, e os herderiros se safam vendendo-a a uma multinacional.
E aí essa elite empresarial não entende por que todos os empregados, trabalhadores e sindicalistas de empresas A, B e C são de esquerda e por que temos tantos intelectuais e professores de administração querendo acabar com tudo isso que está aí.
A empresa Tipo D é aquela na qual todo mundo se diverte. Ela não tem um único dono, é uma associação coletiva de pequenos acionistas, a maioria formada de trabalhadores da própria empresa, fundos de pensão de trabalhadores, da classe média, de médicos e engenheiros, poupando para a aposentadoria, para não depender do salário dos filhos. São as empresas de capital democrático, em que não há ações sem direito a voto, onde todos votam, como essas companhias listadas no novo mercado e transacionadas todo dia na Bovespa. Elas são a concretização do sonho de Karl Marx, nas quais trabalhadores e consumidores são acionistas diretos das empresas em que trabalham ou compram, detendo assim os meios de produção.
Normalmente, o presidente dessas empresas é um administrador profissional, funcionário demissível a qualquer momento, como todos os outros. Nada de cargo vitalício como nas dos tipos A, B e C nem indicações por apadrinhamento político como nas empresas do Tipo G, G de governo. O presidente dessas companhias é escolhido pela competência administrativa, e não pelo parentesco familiar ou por loteamento político. Como esse administrador depende da cooperação de todos para manter-se no poder, a opinião geral é ouvida, todo mundo faz parte da solução, ele acredita no trabalho de equipe. As idéias de todos são desejadas e levadas a sério. Nessas empresas, o presidente não destrata nem desrespeita os subordinados, jamais berra em público, não é o dono da verdade, caso contrário não sobreviveria. São empresas preocupadas com o social, e não somente com o bolso do acionista controlador, que nessas empresas nem existe. O D é de Divertido, Diversificado e Democrático. Essas são as melhores companhias para trabalhar no Brasil, infelizmente muito raras devido à proliferação de empresas dos tipos A, B, C e G.
Mas empresas Tipo D estão sendo criadas todo dia. Outro mundo é possível, mais democrático, mais bem administrado, mais includente, mais socialmente responsável e muito mais divertido.
(*) Stephen Kanitz é administrador por Harvard. Consultor de empresas e conferencista, realiza seminários em grandes empresas no Brasil e no exterior e já fez mais de 500 palestras nos últimos dez anos.
Fonte: www.kanitz.com.br

